Reintegração de posse retira 24 famílias de área no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo; veja vídeo
A operação de reintegração de posse realizada na manhã desta quinta-feira (16) retirou 24 famílias de uma área ocupada na Rua Jean Peltier, no Brooklin, Zona Sul de São Paulo. Uma retroescavadeira já deu início à demolição das construções, cerca de 15 moradias e cinco comércios, para permitir a devolução do terreno ao proprietário.
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O local, no cruzamento com a Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, abrigava uma ocupação consolidada, com cerca de 15 moradias e 5 comércios em funcionamento, entre eles bares, salão de cabeleireiro e borracharia. Ao todo, aproximadamente 100 pessoas viviam na área, incluindo 15 crianças e idosos.
As famílias deixaram o local ao longo da manhã e retiraram seus pertences. A concessionária de energia Enel realizou o desligamento da rede elétrica.
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A reintegração ocorre por decisão judicial em um processo que tramita, pelo menos, desde 2019. O cronograma da desocupação foi definido após reunião no 12º Batalhão da Polícia Militar, que estabeleceu prazo de 15 dias para a saída voluntária dos moradores.
Famílias dizem não ter para onde ir
Durante o período anterior à desocupação, órgãos de assistência social foram acionados para prestar apoio às famílias, que alegaram não ter para onde ir.
Segundo o planejamento, os pertences que não foram retirados voluntariamente estão sendo encaminhados a um depósito judicial. Para reaver os bens, os moradores precisarão fazer a retirada posteriormente e podem ter custos com diárias de armazenamento.
Reintegração de posse retira 24 famílias de área no Brooklin, em SP - Klauson Dutra/CBN
No início da manhã, a operação chegou a provocar interdições parciais na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e na Avenida Jornalista Roberto Marinho. No entanto, segundo a CET, o trânsito já foi normalizado e o fluxo segue dentro do esperado para o horário, inclusive na altura da ponte Jornalista Roberto Marinho.
Imóveis no entorno
No entorno, há outros imóveis que não fazem parte da área de reintegração e seguem preservados, incluindo residências e comércios. É o caso de Maria Conceição, de 65 anos, que mora ao lado da área demolida pel operação.
Ela precisou sair de casa com a mãe, a Maria José, de 95 anos. Conceição relata preocupação com possíveis impactos da demolição, principalmente por conta da proximidade das máquinas e da estrutura das construções que estão sendo derrubadas.
"A gente não pertence à reintegração de posses, a gente mora do lado. Mas está difícil porque o barulho é demais, está perigoso. Eu tenho medo que a parede da casa caia", diz.
Acompanhamento da Polícia Militar
A Polícia Militar acompanhou a operação com equipes de radiopatrulhamento, Força Tática, ROCAM e o Batalhão de Choque. Segundo o comandante da ação, capitão Hélio Márcio, não houve registro de ocorrências:
“A informação era de que haviam 24 famílias e 100 pessoas. Na data de hoje, tinha por volta de 15 a 20 pessoas. Agora ,o terreno vai ser devolvido ao proprietário que vai fazer a demolição dos imóveis que se encontram construídos e da dissinação que ele achar melhor. Foi tudo pacífico”, disse.
Em nota, a subprefeitura de Pinheiros informou que acompanha essa ação e está preparada para eventual apoio externo.
