Reino Unido vai fornecer combustível nuclear à Ucrânia e aumentar as sanções contra a Rússia
O Reino Unido fornecerá urânio enriquecido à Ucrânia para suas usinas nucleares e imporá novas sanções contra a Rússia, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer antes da sessão da cúpula do G7 na terça-feira. Denunciando os "ataques bárbaros" da Rússia contra a Ucrânia, o Reino Unido está "intensificando sua atuação" ao "cortar as receitas que alimentam a guerra de [Vladimir] Putin e garantir que a Ucrânia enfrente os invernos que se aproximam", disse Starmer, segundo seu gabinete, referindo-se ao presidente russo.
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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deveria participar da cúpula das sete principais potências mundiais na cidade turística francesa de Evian-les-Bains na terça-feira, com os aliados buscando inclinar a balança a favor de Kiev após mais de quatro anos de guerra.
A declaração de Starmer ocorre após uma saraivada de mísseis russos na madrugada de segunda-feira que matou pelo menos 11 pessoas em toda a Ucrânia e provocou um incêndio em um dos mosteiros ortodoxos mais importantes da capital.
O gabinete de Starmer afirmou que o acordo energético "fornecerá energia à Ucrânia pelos próximos dois anos".
O primeiro-ministro britânico — pressionado internamente após a renúncia de seu ministro da Defesa em meio a uma disputa sobre gastos militares na semana passada — dirá aos líderes presentes na sessão que "o G7 deve, coletivamente, ir além para garantir que a Ucrânia conquiste a paz justa e duradoura que merece".
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— Estaremos ao lado da Ucrânia pelo tempo que for necessário e este anúncio reforça isso — disse Starmer, segundo seu gabinete.
Um financiamento para exportação no valor de cerca de 210 milhões de libras (R$ 1,43 bilhões) permitirá à Urenco, sediada no Reino Unido, fornecer urânio enriquecido à produtora de energia nuclear da Ucrânia, Energoatom, afirmou a empresa.
As novas sanções "irão sufocar o esforço de guerra da Rússia em múltiplas frentes", visando a frota clandestina russa e as redes de financiamento usadas para burlar as sanções, afirmou o gabinete de Starmer.
