Reino Unido reúne 40 países para cobrar reabertura de Ormuz e acusa Irã de 'manter economia refém'

 

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O Reino Unido acusou o Irã de manter a economia mundial como 'refém', enquanto diplomatas de mais de quarenta países participaram de uma reunião para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, rota marítima vital afetada pela guerra no Oriente Médio.

De acordo com a ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, a coalizão quer a reabertura imediata e incondicional do Estreito.

Segundo ela, os países concordaram em explorar medidas econômicas e políticas como sanções contra Teerã pelo que chamou de 'imprudência', ao bloquear a rota que afeta diversos países que não estão envolvidos no conflito.

Diplomatas europeus dizem que a prioridade hoje é avaliar quais países estão dispostos a formar uma coalizão pró-reabertura.

Embora ‌a reunião tenha terminado sem nenhum acordo específico, houve um consenso de que o Irã não deveria introduzir taxas de trânsito sobre os navios que usam a hidrovia e que todas as nações deveriam poder usá-la livremente.

Os Estados Unidos não participaram do encontro virtual. A ausência ocorreu após o presidente Donald Trump ter dito que garantir a segurança da via marítima não é responsabilidade americana.

Ele também criticou aliados europeus por não apoiarem a guerra e voltou a fazer ameaças dizendo que o país pode deixar a Otan.

Nesta quinta, a cotação do petróleo apresentou forte alta após Trump ter prometido manter os ataques contra o Irã. No pregão, o preço do petróleo tipo Brent chegou a subir mais de 7% e passou de 109 dólares.

O discurso de Trump na quarta-feira, na TV, frustrou parte dos aliados e os investidores porque o líder americano não anunciou o fim do conflito, como se esperava.

O republicano prometeu bombardear a República Islâmica por mais duas ou três semanas, incluindo usinas de energia no Irã, ato considerado crime de guerra.

Em resposta, o Irã ameaçou ataques 'devastadores' contra alvos americanos e israelenses e refutou a declaração do republicano de que sua capacidade militar tenha sido enfraquecida. A reação iraniana foi acompanhada de ataques contra Israel e alvos no Golfo, com Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita relatando interceptação de mísseis e drones. Explosões também foram ouvidas em Teerã.