Reino Unido não permitiu que EUA atacassem Irã a partir de bases britânicas, diz imprensa
De acordo com informações de diversos jornais britânicos, o Reino Unido não concordou com o governo Trump em permitir que os EUA lancem ataques aéreos contra o Irã a partir de bases britânicas.
A informação foi divulgada originalmente pelo The Times. Entre as bases citadas, estão uma em Diego Garcia e outra em Gloucestershire.
Em consequência da reticência do Reino Unido, Donald Trump retirou seu apoio ao acordo firmado por Keir Starmer para entregar as Ilhas Chagos, que incluem Diego Garcia, à Maurícia.
Os planos militares dos EUA para atacar o Irã envolvem o uso de uma base militar britânica e americana em Diego Garcia, bem como da RAF Fairford em Gloucestershire, que abriga uma frota americana de bombardeiros pesados.
Em virtude de acordos de longa data entre Londres e Washington, o Pentágono só pode lançar operações a partir desses dois locais, bem como de outras bases aéreas no Reino Unido que abrigam aviões de guerra e pessoal dos EUA, com a aprovação prévia do governo britânico.
Trump conversou com o premiê Keir Starmer na terça-feira (17). Entre os temas da pauta esteve o Irã, mas não sobre o possível ataque.
No entanto, no dia seguinte, o republicano publicou nas redes sociais críticas a Starmer por causa do acordo das Ilhas Chagos, mesmo depois de o seu próprio Departamento de Estado ter declarado que apoiava a decisão do Reino Unido de ceder o território às Ilhas Maurícias e arrendar Diego Garcia.
'Caso o Irã decida não fechar um acordo, poderá ser necessário que os Estados Unidos utilizem Diego Garcia e o aeródromo localizado em Fairford para repelir um potencial ataque de um regime altamente instável e perigoso', escreveu.
Trump considera lançar ataques limitados ao Irã para forçar país a aceitar acordo, diz jornal
Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e presidente dos EUA, Donald Trump.
AFP PHOTO/KHAMENEI.IR e SAUL LOEB/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando lançar ataques preliminares e limitados contra o Irã com o objetivo de forçar o país a concordar com as exigências americanas para um acordo nuclear. A informação está em uma reportagem do jornal Wall Street Journal.
Citando fontes familiarizadas com o assunto, o veículo afirma que os ataques iniciais poderiam ocorrer em poucos dias, caso sejam aprovados por Trump, visando diversos alvos militares ou governamentais.
Se o Irã continuar a rejeitar a exigência de Trump de abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, o relatório indica que os EUA ampliarão sua ofensiva militar para incluir alvos do regime, com o possível objetivo de retirada dos aiatolás do poder.
Uma fonte citada no relatório afirma que Trump poderia começar com ataques mais limitados antes de intensificá-los até que o regime concorde em desmantelar seu programa nuclear ou seja deposto.
Durante abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, o republicano comentou que saberão 'ao longo dos próximos 10 dias' o que acontecerá sobre o Irã, se uma negociação ou um ataque.
'Talvez tenhamos que dar mais um passo, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente vocês saberão nos próximos 10 dias'.
Ainda em seu discurso, destacou seu genro Jared Kushner e o enviado especial dos EUA Steve Witkoff, sobre as negociações com o Irã.
'O Irã é um ponto crítico neste momento. Eles estão se reunindo e têm um bom relacionamento com os representantes do Irã e, você sabe, boas conversas estão sendo realizadas. Ao longo dos anos, ficou comprovado que não é fácil chegar a um acordo significativo com o Irã. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão'.
O republicano também comentou que o país persa 'não pode desenvolver' uma arma nuclear.
'Temos trabalho a fazer com o Irã. Eles não podem ter armas nucleares. É muito simples. Não pode haver paz no Oriente Médio se eles tiverem armas nucleares'.
Ainda durante sua fala, Trump comentou sobre planos de paz para a Faixa de Gaza. Segundo ele, atualmente 'há paz no Oriente Médio' e a guerra no enclave palestino 'acabou'.
O presidente americano pressionou o Hamas a seguir o acordo combinado.
Trump se referiu a ataques israelenses ao longo das últimas semanas como 'pequenas chamas'.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso no Conselho de Paz.
SAUL LOEB / AFP
