Reino Unido e Bélgica registraram em 2026 seus verões mais quentes - QTU Questões do Universo

Reino Unido e Bélgica registraram em 2026 seus verões mais quentes

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Reino Unido e Bélgica registraram seus verões mais quentes da história em 2026, anunciaram nesta terça-feira (1º) as agências meteorológicas de ambos os países.

No Reino Unido, foi o segundo ano consecutivo em que a temperatura média do verão superou o recorde anterior, já que 2026 foi marcado por ondas de calor sucessivas e chuvas mínimas, o que provocou uma seca generalizada.

O Reino Unido registrou temperatura média de 16,5ºC entre junho e agosto, superando o recorde anterior de 16,1 ºC, estabelecido no ano passado, informou o Met Office.

A agência acrescentou que as temperaturas elevadas foram "muito provavelmente provocadas pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana".

A Bélgica também sofreu diversas ondas de calor desde junho e, em agosto, registrou o maior incêndio florestal em um século.

As temperaturas na estação meteorológica nacional de referência em Uccle, nos arredores de Bruxelas, atingiram uma média de 20,3°C, quase dois graus e meio acima da média das últimas décadas, informou o Real Instituto de Meteorologia (RMI).

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"Isso representa um recorde absoluto (com base em observações que remontam a 1833) e marca a primeira vez que essa média ultrapassou os 20°C", acrescentou o Instituto.

Cientistas alertam que as mudanças climáticas intensificam os fenômenos meteorológicos extremos e fazem com que recordes sejam quebrados com frequência cada vez maior.

Mais de 30 países em diferentes regiões, como Europa Ocidental, América Central e Sahel, na África, registraram neste ano o mês de julho mais quente desde o início das medições, segundo uma análise da AFP baseada em dados do observatório europeu Copernicus.

As ondas de calor excepcionais do verão europeu foram associadas a milhares de mortes em excesso no continente.

A Espanha registrou mais de 5.000 mortes relacionadas ao calor entre junho e agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira por um instituto de saúde pública, um recorde desde que o instituto começou a coletar esses dados, em 2015.

Uma análise da agência meteorológica britânica concluiu que as emissões de gases de efeito estufa produzidas pela atividade humana tornaram 130 vezes mais provável o recorde de temperatura registrado neste verão.