O governo do Reino Unido orientou a população nesta sexta-feira (23) a manter reservas de água, alimentos e outros produtos essenciais suficientes para enfrentar pelo menos três dias de emergência. A recomendação faz parte de uma campanha nacional lançada diante do aumento das preocupações com ataques cibernéticos, ameaças terroristas, ações de países hostis e desastres naturais.
A campanha, chamada Be Ready (Esteja Preparado), prevê que as famílias mantenham em casa pelo menos três litros de água potável por pessoa a cada dia, além de alimentos não perecíveis, medicamentos, lanternas, rádios a pilha e baterias portáteis. O governo também recomenda guardar dinheiro em espécie para situações em que sistemas bancários e meios eletrônicos de pagamento deixem de funcionar.
O secretário de Defesa britânico, Wes Streeting, afirmou que os riscos à segurança nacional estão aumentando e que a população precisa estar preparada para possíveis interrupções de serviços essenciais. "Precisamos perguntar se estamos preparados para ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados contra nossas empresas e para a possibilidade de interrupções nas cadeias de abastecimento causadas por países hostis ou terroristas", declarou Streeting, segundo a emissora Sky News.
O ministro também questionou como os britânicos reagiriam caso sistemas de pagamento de supermercados deixassem de funcionar. Segundo ele, a intenção da camapanha é manter a população "alerta, mas não alarmada".
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou nesta sexta-feira que o país precisa abandonar uma postura de reação às emergências e passar a se preparar com antecedência. "Não se trata de fazer compras por pânico.
Trata-se apenas de tomar medidas sensatas para ter em casa o suficiente para enfrentar uma situação difícil", disse Burnham durante um encontro sobre prevenção de incêndios florestais em Liverpool. Segundo o governo, a campanha continuará ao longo dos próximos três anos e busca permitir que as famílias consigam enfrentar os primeiros dias de uma crise enquanto os serviços de emergência atendem as pessoas mais vulneráveis.
A iniciativa segue recomendações semelhantes adotadas em outros países europeus. Em 2025, a Comissão Europeia também orientou os cidadãos dos países-membros da União Europeia a manter reservas de suprimentos para pelo menos 72 horas de emergência.
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Gazeta do Povo (Mundo)