Região suíça onde ocorreu incêndio mortal proibiu fogos de artifício na antevéspera do Ano Novo por questão de segurança

 

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A região suíça de Crans-Montana, cidade turística de esqui onde ocorreu o incêndio mortal durante a celebração de Ano Novo, havia proibido fogos de artifício na antevéspera da virada do ano, alegando preocupações com a segurança. O incidente deixou ao menos 40 mortos e cerca de 100 feridos, que foram socorridos para hospitais da região. Autoridades declararam estado de emergência, devido "a gravidade da situação".

Contexto: Ao menos 40 pessoas morrem em explosão seguida de incêndio em festa de Ano Novo em estação de esqui de luxo na Suíça

Veja: Vídeos mostram momento do incêndio em festa de Ano Novo em estação de esqui na Suíça, onde ao menos 40 pessoas morreram

Segundo a rede americana CNN, as autoridades da cidade afirmaram que a falta de chuva por mais de um mês significava que o risco de incêndio era "extremamente alto". Em comunicado, o governo local informou que a proibição estava em vigor em Crans-Montana, bem como nas cidades vizinhas de Lens e Icogne.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse nesta quinta-feira que o incêndio no bar "Le Constellation", que fica em uma estação de esqui de luxo, no sul da Suíça, pode ter sido causado por fogos de artifício.

Policiais fazem a segurança do local do incêndio que atingiu um bar em Crans-Montana, na Suíça

MAXIME SCHMID / AFP

— Parece ter sido um acidente causado por um incêndio, por alguma explosão, por algum rojão lançado durante as comemorações de Ano Novo — disse Tajani ao canal de televisão italiano Sky TG24.

Entenda: Fogos de artifício podem ter causado incêndio em festa de Ano Novo nos Alpes Suíços, que deixou 40 mortos e 100 feridos

No entanto, duas mulheres contaram à emissora francesa BFMTV que estavam dentro do bar quando viram um barman carregando uma garçonete nos ombros. A garçonete segurava uma vela acesa dentro de uma garrafa, que incendiou o teto de madeira. As chamas se alastraram rapidamente e o teto desabou, disseram elas à emissora.

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O Ministério das Relações Exteriores da Itália, que confirmou as 40 mortes, afirmou que não se acredita que o incêndio tenha sido criminoso. As vítimas, ainda de acordo com o comunicado do ministério, ainda não puderam ser identificadas devido à gravidade das queimaduras.

Autoridades declararam estado de emergência, o que permite o Estado a coordenar diversos recursos e mobilizá-los para os esforços voltados para as causas e consequências da explosão seguida de incêndio.

— Tendo em conta a gravidade da situação, o Conselho de Estado decidiu declarar uma situação especial, conforme permitido pela Lei da Proteção da População — afirmou Stephane Ganzer, conselheiro de Estado do cantão do Valais, numa coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira. — Esta disposição legal permite-nos coordenar vários recursos e mobilizá-los ao longo do tempo, uma vez que estamos perante um evento que envolverá várias forças de coordenação.

O resort de esqui de Crans-Montana se manifestou nas redes sociais, lamentando o ocorrido e orientando as famílias a procurarem a polícia local para acessar informações sobre o caso. “Nossos pensamentos estão com as vítimas e seus familiares. Também gostaríamos de expressar nossa sincera gratidão com todas as pessoas e os serviços de emergência que estão providenciando assistência neste momento”, diz a nota.

Dez helicópteros, 40 ambulâncias e 150 socorristas foram mobilizados para combater as chamas e resgatar as vítimas. De acordo com a polícia, pessoas de diversas nacionalidades estão envolvidas no incidente, mas não foram informados mais detalhes sobre a origem das vítimas.

Imagens que foram publicadas nas redes sociais e registradas por veículos de comunicação do lado de fora da estação mostram colunas de fumaça saindo do prédio enquanto veículos de emergência seguem para o local. O endereço, que atrai visitantes de alto padrão, tem capacidade para mais de 300 pessoas. O bar, onde era realizada a festa, fica no subsolo, apurou o jornal The Sun.

Uma testemunha que também falou à BFMTV descreveu pessoas quebrando janelas para escapar do incêndio, algumas gravemente feridas, e pais em pânico correndo para o local para ver se seus filhos estavam presos lá dentro.