Região onde médica foi baleada teve salto de 30% nos roubos de veículos

 

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A área de atuação da 33ª DP (Realengo), responsável pelo trecho da Transolímpica onde a médica Simone Ferreira Alves, de 51 anos, foi feita refém e baleada, registrou aumento expressivo nos roubos de veículos este ano. Em março, foram contabilizados 52 casos na região — um crescimento de 30% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando houve 40 registros. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP) e ajudam a dimensionar o cenário de insegurança onde ocorreu o ataque.

No recorte de toda a capital fluminense, a alta é ainda mais acentuada. Somente em março, foram registrados 1.446 roubos de veículos, frente a 801 ocorrências no mesmo período de 2025. A comparação revela um salto de mais de 80% na ocorrência deste tipo de delito.

No meio do fogo cruzado

Parado em frente à delegacia, o carro de Simone traduzia em detalhes a violência da manhã de terça-feira na Transolímpica, na altura do Jardim Sulacap, Zona Oeste do Rio. O Fiat Toro vermelho em que ela seguia para o trabalho, em Campo Grande, exibia marcas de tiros na porta traseira e no vidro do banco do passageiro, que ficou estilhaçado. Dentro do veículo, o colete azul-marinho do Samu sobre o banco indica que ela estava a caminho do plantão quando foi abordada. No assoalho, papéis espalhados e uma Bíblia dourada completavam a cena.

Segundo a Polícia Militar, a vítima foi atingida após ser feita refém por um criminoso em fuga, durante um confronto na via, que liga o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro.

Quatro homens suspeitos de cometer assaltos na região, a bordo de um BYD branco roubado, foram localizados por policiais militares, o que deu início a uma troca de tiros. Dois deles foram baleados. Um terceiro rendeu Simone, que acabou atingida nas costas. Todos foram levados para o Hospital Albert Schweitzer, também em Realengo. A médica chegou lúcida, passou por cirurgia e permanecia estável, segundo a Secretaria municipal de Saúde.

O criminoso que fez a médica de refém foi preso no local, enquanto um quarto conseguiu fugir do cerco policial. De acordo com a PM, todos são do Complexo do Chapadão, na Zona Norte.

Além do carro elétrico usado pelos criminosos, que apresentava a traseira amassada e um dos vidros destruído, com marcas do confronto, a polícia também apreendeu duas armas.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram motoristas desesperados durante a troca de tiros. Muitos deles largaram seus veículos e buscaram abrigo nas barreiras de concreto que margeiam as pistas.

Morte em são Gonçalo

Em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, uma mulher, que não teve a identidade informada, morreu durante um confronto entre policiais militares e bandidos na noite de segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, agentes do 7º BPM realizavam um patrulhamento no bairro Colubandê quando tentaram abordar um automóvel. O condutor desobedeceu à ordem de parada e efetuou disparos contra a equipe. Houve confronto.

Jardim Catarina, em São Gonçalo, de onde saiu o homem que entrou em confronto com a PM no bairro Colubandê

Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

Durante a ação, o motorista perdeu o controle da direção, abandonou o veículo e fugiu. No interior do carro, os policiais encontraram uma mulher ferida. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ela morreu no local.

A ação ocorreu por volta das 20h30 e começou após a polícia receber a informação de que um veículo modelo Corsa, de cor preta, teria saído da comunidade Jardim Catarina transportando armas e drogas. A equipe policial, então, foi até o local. No caminho, deparou-se com o automóvel.

O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal de Tribobó, também em São Gonçalo. Parentes, incluindo o pai da mulher, compareceram ao local para fazer o reconhecimento.

Foram apreendidos, dentro do carro, uma pistola calibre .380, um carregador, nove munições intactas e sete tabletes de maconha. Foi localizada, ainda, a carteira de motorista de um homem apontado como integrante do tráfico de drogas na região. No documento, constava o nome de Evandro Rodrigues da Silva, de 38 anos, que tem cinco anotações criminais por lesão corporal e tráfico.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga.

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