Refit patrocina Carnaval do Rio de Janeiro desde 2020 e tem camarote na Sapucaí; dono da empresa é 2º maior devedor do estado
A refinaria Refit, do empresário Ricardo Magro, alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (15), é patrocinadora do Carnaval do Rio de Janeiro desde 2020. Além disso, a empresa possui um camarote na Sapucaí.
Isso ocorre ao mesmo tempo que Magro é o o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores devedores da União. Ele também é o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo.
A participação no Carnaval começou em 2020, a pedido do então governador Wilson Witzel. Em fevereiro daquele ano, ele anunciou um aporte de R$ 20 milhões para as escolas de samba. O valor foi para a Liesa e, posteriormente, dividido entre as agremiações.
Na época, o caso já gerou repercussão, especialmente porque o lado devedor da Refit já era público.
Além disso, a empresa ainda possui um camarote na qual são vendidos ingressos, mas é marcada por convidados, na Marquês de Sapucaí, entre parlamentares do Congresso Nacional e artistas.
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Considerado um dos maiores devedores de impostos do país, Magro é alvo de uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira. A ação também mira o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, do PL, contra quem foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
A refinaria é investigada em operações que apuram suspeitas de fraude fiscal e importação irregular de combustíveis. As autoridades apontam indícios de que a unidade operaria como uma “refinaria fantasma”, simulando atividades de refino e importando derivados praticamente prontos para reduzir a carga tributária.
A operação desta sexta-feira foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão integra um desdobramento da ADPF das Favelas, que investiga a atuação de grupos criminosos e as conexões dessas organizações com agentes públicos no Rio de Janeiro.
O nome de Magro já havia aparecido em fases da Operação Carbono Oculto, que investigou a atuação do PCC no mercado de combustíveis.
Magro foi tema de conversa entre Lula e Trump
Presidentes Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em maio de 2026
Divulgação/Lula
Magro já havia entrado na pauta política nesta semana após virar tema de uma conversa entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Isso porque Magro mora em Miami, nos EUA, e já é alvo de outros mandados no Rio de Janeiro.
O brasileiro, inclusive, falou em coletiva de imprensa posteriormente que havia pedido ajuda com a prisão e deportação de brasileiros criminosos em Miami.
Em uma entrevista anterior à TV Record Bahia, Lula disse esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prenda o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, da refinaria de Manguinhos, envolvida na operação Carbono Oculto, que apura sonegação fiscal.
O petista chamou ele de um dos chefes do crime organizado do país.
O presidente falou que o governo investiga o crime organizado e mira no andar de cima na questão do combate à corrupção. Foi quando disse que já conversou com Donald Trump sobre brasileiros que estão sendo investigados, mas moram nos EUA, e afirmou que esperam a prisão de Ricardo Magro.
'Mas o que nós queremos, na verdade, é chegar no andar de cima da corrupção. O que nós queremos é chegar aos magnatas da corrupção que não moram na favela. Eu disse para o Trump: se você quiser combater o crime organizado de verdade, o Brasil está disposto a jogar todo o peso que a gente puder jogar para combater.
E você poderia começar me entregando os brasileiros que estão aí. Tenho o endereço da casa e tenho o nome das pessoas brasileiras que têm praticado crime e que estão foragidas nos Estados Unidos. E eu estou aguardando sobretudo o dono da Refit, que é o principal deles'.
A Polícia Federal procura o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
