Ao ser reeleito nesse domingo (25/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou uma sucessão de marcos históricos na política brasileira. Com a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, o petista enfileira recordes.
Entre eles, o feito mais expressivo da apuração, que é a inédita virada registrada entre a primeira e a segunda rodadas das eleições. Pela primeira vez desde a instituição do segundo turno na história recente do Brasil, um candidato que terminou o primeiro turno em desvantagem conseguiu reverter o placar: após ficar 1,87 ponto percentual atrás em 4/10, Lula conquistou cerca de 10,3 milhões de eleitores na etapa decisiva, garantindo uma vantagem final de 4,4 milhões de votos sobre Flávio.
Nas dez eleições diretas realizadas no período pós-redemocratização, o petista esteve ausente da disputa apenas em 2010, 2014 e 2018, somando em sua trajetória quatro vitórias e três derrotas desde sua primeira candidatura em 1989. A conquista do quarto mandato conclui um ciclo de mais de três décadas de presença central de Lula nas disputas presidenciais brasileiras, seja como candidato ou como articulador político, nesta que deve ser sua última eleição.
O resultado das urnas neste domingo reafirma seu peso na história política contemporânea e projeta os rumos da governabilidade no país para os próximos quatro anos.
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