Rede decide continuar em federação com o PSOL após partido negar união com o PT

 

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A Rede Sustentabilidade decidiu manter a federação com o PSOL pelos próximos quatro anos durante um encontro da cúpula do partido ontem. A decisão foi tomada de forma unânime e tornada pública por uma nota divulgada pelas redes sociais do partido. Durante a reunião, segundo o comunicado, foram discutidos "a aliança e seus desdobramentos políticos e eleitorais", além da "tática eleitoral para 2026".

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“Continuaremos trabalhando em função de princípios programáticos e na defesa de um Brasil mais justo, solidário e sustentável”, disse no anúncio Paulo Lamac, porta-voz da sigla. No comunicado, ele também afirmou que a decisão foi tomada de forma "democrática" e que "todas as correntes do partido foram ouvidas". A determinação do partido veio na sequência da resolução do PSOL no final de semana, que rejeitou a construção de uma federação própria com o PT.

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Dentro da sigla, a união era impulsionada pelo grupo do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), e da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), mas, ao final da deliberação, o placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis. No mesmo encontro, a legenda optou por renovar a aliança com a Rede, sigla que tem como filiada a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Internamente, a sigla enfrenta um racha entre o grupo ligado à ministra e a ala próxima da deputada federal Heloísa Helena (Rede-SP). A disputa chegou à Justiça do Rio de Janeiro em janeiro deste ano, que decidiu anular o Congresso Municipal da Rede ocorrido em fevereiro do ano passado.

A determinação reconheceu a ocorrência de irregularidades no processo de convocação, credenciamento e votação no encontro no Rio, abrindo brechas para o questionamento da eleição para o comando do diretório nacional. O pleito resultou na vitória de Lamac e representou uma derrota para a ala de Marina, que apostava em Giovanni Mockus, que coordena as finanças da sigla.

A rixa entre as duas alas também culminou nesta semana na saída do partido ontem da deputada estadual de São Paulo Marina Helou, integrante do grupo associado à ministra. "Diante da tomada fraudulenta do controle partidário por um grupo autoritário — que não apenas inviabiliza a vida política de quem não está alinhado à sua direção, como também fere constantemente os princípios e valores da legenda — e agravada pela insegurança jurídica que hoje é a realidade da sigla, decidi pela minha saída", disse em nota publicada nas redes sociais. A deputada também anunciou a migração para o PSB, partido no qual Marina também recebeu um convite para se filiar no passado.