Rede de prostituição na Itália é descoberta com envolvimento de jogadores de Milan, Inter e Juventus

 

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A promotoria de Milão está desarticulando uma rede de prostituição na Itália que envolve jogadores de grande parte dos grandes clubes do país, entre eles Milan, Inter de Milão, Juventus, Lazio e mais. São ao menos 70 jogadores com nomes envolvidos, porém grande parte deles não é investigada. Um piloto de Fórmula 1 também estaria envolvido.

Ao menos dois jogadores brasileiros são citados, mas eles não fazem parte da investigação, já que, segundo a lei da Itália, ser cliente nesses casos não seria crime. Alguns dos nomes famosos presentes estão Alessandro Bastoni, zagueiro da Inter de Milão; Victor Osimhen, ex-jogador do Napoli; Rafael Leão, do Milan; entre outros.

Nessa semana, a promotoria realizou buscas na casa de jogadores de alguns clubes. Também foram colhidos depoimentos de mulheres ligadas à agência "Ma. De Milano", que está no centro da investigação.

Segundo as autoridades do país, o grupo é investigado por exploração e cumplicidade em prostituição.

A agência, sediada nos arredores de Milão, é dirigida pelo casal Emanuele Buttini e Deborah Ronchi. Nas redes sociais, ostentam uma vida de luxo, com festas e eventos desde a Lombardia (Itália) até Mykonos (Grécia) e publicam fotos nas redes sociais com campeões de todos os esportes, principalmente jogadores de futebol.

Ambos tiveram prisão domiciliar decretada para as investigações, assim como outros dois parceiros na empresa.

De acordo com a vice-chefe do Estado-Maior, Bruna Albertini, o grupo tinha o mesmo modus operandi: organizam as festas, recrutam as mulheres e transportam até os clientes.

Sua principal atividade é organizar festas para jogadores de futebol, que incluem jantar em restaurante, pernoite em hotel e óxido nitroso (o chamado "gás hilariante", inalado em balões e que não é detectado em testes antidoping) para que fiquem embriagados.

Buttini e Salamone, juntamente com outros dois homens, supostamente mantinham 'contatos com jogadores de futebol de renome internacional' e gerenciavam 'as garotas' (cerca de cem, incluindo acompanhantes e 'modelos de imagem', a maioria entre 18 e 20 anos), empregadas em diversas festas, não apenas 'decidindo' onde elas deveriam aparecer, mas também seus 'encontros privados'.

O esquema foi descoberto graças a uma denúncia de uma funcionária da agência. Uma jovem estrangeira revelou como eram as noites de festa nas luxuosas boates de Milão. Ela falou sobre sexo pago, relatando como moravam com outras jovens em um apartamento em um prédio onde ficava a sede da empresa e onde também haviam montado uma boate 'ilegal'.

Ela relatou que seus supostos exploradores ficavam com 50% do dinheiro e, segundo ela, exigiam o pagamento do aluguel do apartamento.

Uma das ligações interceptadas pela polícia diz que vai 'mandar a brasileira' para um piloto de Fórmula 1 que estava em Milão. O nome do piloto não é citado.

O caso foi inicialmente revelado pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport, mas a investigação foi confirmada posteriormente pelas autoridades do país.

Mais de 1,2 milhão de euros foram apreendidos, o que se acredita representar pelo menos uma parte dos lucros, mas a investigação continuará para determinar a verdadeira extensão dos ganhos da rede de prostituição VIP na Itália.