Recuperação da Lagoa Rodrigo de Freitas: projeto de naturalização tem nova etapa
A naturalização da Lagoa Rodrigo de Freitas, iniciada em 2023, entra em nova fase: a ideia é alcançar áreas ainda não contempladas. Pelo plano de trabalho da Secretaria Municipal de Conservação e da Subprefeitura da Zona Sul, as primeiras ações serão no Parque dos Patins: estão previstas a criação de uma área alagadiça e a implantação de um platô com restinga, entre outras soluções baseadas na natureza para reduzir alagamentos e ampliar a biodiversidade. No segundo semestre, elas seguem para o Corte do Cantagalo, onde já houve intervenções o trabalho será ampliado.
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O projeto tem coordenação técnica do biólogo Mario Moscatelli e de sua filha, a paisagista Carolina Moscatelli, e conta com o apoio da concessionária Águas do Rio, além do acompanhamento do vereador Flávio Valle, que era subprefeito da Zona Sul em 2023, época em que a naturalização começou.
— Após 37 anos de trabalhos ininterruptos para recuperar e proteger os ecossistemas costeiros da cidade do Rio de Janeiro, em que fui de "doido" a "visionário", me sinto recompensado por colaborar na implementação do protocolo de naturalização. Temos muito trabalho pela frente, mas já demos os primeiros e mais importantes passos neste processo — afirma Moscatelli.
No Parque dos Patins, próximo à área já naturalizada, parte do terreno será rebaixada para a criação de uma área alagadiça temporária, que funcionará como reservatório natural após chuvas e também como habitat para espécies de brejo. Ao lado, será implantado um platô com vegetação de restinga — como feijão-da-praia, clusia, aroeira, pitangueira e araçá —, com o objetivo de atrair aves e insetos benéficos e fortalecer o corredor ecológico já reconstituído com o plantio do manguezal.
Área já renaturalizada da Lagoa Rodrigo de Freitas: projeto começou em 2023
Divulgação/Paulo Barros
No Corte do Cantagalo, a intervenção será mais ampla: além da readequação do traçado da ciclovia para eliminar uma curva acentuada e aumentar a segurança de quem circula pelo local, será aberto um lago entre a nova ciclovia e a Lagoa, replicando o modelo bem-sucedido do Parque dos Patins. O entorno desse espelho d’água receberá plantios de mangue, brejo e restinga, melhorando a drenagem, o que aumenta a retenção de água e oferece refúgios para peixes, aves e invertebrados que compõem a rica teia ecológica da Lagoa.
Essas ações dão sequência às intervenções iniciadas em 2023, diz a prefeitura do Rio, que mostraram resultado ao utilizar soluções naturais para mitigar alagamentos e recuperar trechos degradados. O objetivo permanece o mesmo, e o escopo foi definido com base nos resultados das fases anteriores.
Nas próximas semanas, serão divulgadas ações que envolvem também a participação comunitária no processo, como datas de plantio e eventos de educação ambiental.
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