Pretória, África do Sul, 23 out (Xinhua) — Uma recepção informativa realizada em Pretória, capital administrativa da África do Sul, destacou as crescentes oportunidades para empresas sul-africanas expandirem suas exportações para a China, graças à política chinesa de tarifa zero para os países africanos com os quais a China mantém relações diplomáticas, em vigor desde 1º de maio.
O evento, organizado pela Embaixada da China na África do Sul e coorganizado pelo Departamento de Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul e pelo Serviço de Receita da África do Sul (SARS, na sigla em inglês), reuniu, na quinta-feira, cerca de 400 autoridades governamentais, líderes empresariais, exportadores e empreendedores para debater a implementação da política e as oportunidades geradas por um melhor acesso ao mercado chinês.
O embaixador da China na África do Sul, Wu Peng, disse que a medida está aproximando empresas e consumidores dos dois países e já impulsionou a cooperação econômica e comercial bilateral. Citando dados do SARS, o embaixador disse que o comércio bilateral entre a China e a África do Sul atingiu quase 15 bilhões de dólares entre maio e agosto, um aumento de cerca de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As exportações sul-africanas para a China cresceram quase 25%, alcançando 5,3 bilhões de dólares, enquanto as importações provenientes da China subiram 23%, totalizando 9,47 bilhões de dólares. As exportações agrícolas da África do Sul para a China somaram quase 500 milhões de dólares no período, um crescimento superior a 35% na comparação anual, enquanto as exportações de produtos não minerais aumentaram 21,8%, acrescentou ele.
“A tarifa zero reduz significativamente o custo do comércio entre a África do Sul e a China”, disse Wu, acrescentando que a medida pode fortalecer a competitividade das empresas que operam na África do Sul e incentivar o investimento e a produção. A África do Sul é o maior parceiro comercial da China na África, enquanto a China permanece como o maior parceiro comercial da África do Sul há 17 anos consecutivos, com o comércio bilateral atingindo 53,58 bilhões de dólares em 2025.
O ministro do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul, Parks Tau, disse que o governo está trabalhando para garantir que a medida tarifária se traduza em mais exportações, investimento e empregos, em vez de apenas um aumento no volume de comércio. Ao destacar que os produtos sul-africanos que atendem às regras de origem aplicáveis podem se beneficiar de tratamento preferencial ao entrar no mercado chinês, Tau disse que o SARS emitiu 25.975 certificados de origem entre 1º de junho e 31 de agosto, enquanto as declarações aduaneiras registraram um aumento de 199% em relação ao ano anterior.
O ministro disse que os dois países estão negociando um acordo de “colheita antecipada” por meio da União Aduaneira da África Austral, após a assinatura, em fevereiro, de um acordo-quadro de parceria econômica para o desenvolvimento compartilhado. “Vamos passar do interesse para os negócios, e dos negócios para a prosperidade”, disse Tau.
Pessoas participam de uma recepção informativa sobre a política de tarifa zero da China para países africanos, em Pretória, na África do Sul, em 22 de outubro de 2026. (Xinhua/Chen Wei)
O ministro do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul, Parks Tau, discursa em uma recepção informativa sobre a política de tarifa zero da China para países africanos, em Pretória, na África do Sul, em 22 de outubro de 2026. (Xinhua/Chen Wei)
Fonte: Agência Xinhua —
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