Recém-nascido morre após médicos confundirem uma hemorragia interna grave da mãe com 'gases presos'; entenda
Um bebê recém-nascido morreu cinco dias depois do nascimento, após os médicos descartarem uma hemorragia interna potencialmente fatal da mãe, atribuindo-a a "gases presos". Kimberley Newark, de 32 anos, foi ao Princess Royal Hospital em Haywards Heath, Sussex, com dores excruciantes em setembro de 2024, quando estava com 34 semanas de gravidez.
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A equipe da maternidade atribuiu os sintomas dela a gases, mas Newark estava, na verdade, com hemorragia interna, colocando ela e sua filha, Olivia Trupiano, em risco.
A equipe de médicos chegou a pedir ao marido de Newark, pai da criança, Yann Trupiano, para ir para casa e retornar no dia seguinte. Pouco tempo depois, eles descobriram que um vaso sanguíneo perto do estômago da mulher havia se rompido, causando uma hemorragia interna maciça e uma perda de sangue estimada em 14 litros — o que representou risco de vida.
Olivia nasceu por meio de uma cesariana de emergência e precisou ser reanimada, pois sofria de encefalopatia hipóxico-isquêmica grave — uma condição que ocorre quando o cérebro do bebê não recebe oxigênio ou fluxo sanguíneo suficiente no momento do nascimento.
Tanto a mãe quanto a bebê foram transferidas de hospital. Newark foi colocada em coma, mas mesmo com os esforços dos médicos, a bebê faleceu apenas cinco dias após o nascimento.
"Fui ao hospital porque desmaiei, estava fraca, tonta e com dores excruciantes - dores que eu sabia que não eram normais. Disseram-me que eu estava com gases e administraram Buscopan juntamente com analgésicos e fluidos intravenosos. A minha dor nunca diminuiu e descobriu-se que estava com hemorragia interna”, disse a mulher.
Newark disse que o trauma da perda também afetou seus outros dois filhos mais velhos (de oito e dez anos), que estão com dificuldade para entender por que a irmã mais nova não voltou para casa junto com os pais.
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"Isso também teve um enorme impacto em nosso relacionamento, enquanto tentamos lidar com o luto pela nossa filha. Tem sido devastador em muitos aspectos. Queremos uma explicação clara sobre por que isso aconteceu e por que nossas preocupações não foram levadas em consideração”, disse Newark.
Após o caso de Olivia, outros nove casos parecidos com bebês mortos após o nascimento, entre 2021 e 2023, surgiram dentro da maternidade do University Hospitals Sussex. O que fez o local começar a ser investigado.
