Receita e MP confirmam participação de fintechs em esquemas de lavagem de dinheiro do PCC
A Receita Federal e o Ministério Público confirmaram a participação do PCC na Operação Fluxo Oculto. A facção criminosa teria o papel de introduzir o dinheiro de origem ilícita nas fintechs, inclusive em espécie.
Os investigadores chegaram a seis novas empresas por meio da análise do material coletado em operações anteriores e de cruzamento de dados. A principal delas, a Carbono Oculto, de agosto de 2025. As fintechs apresentam relações financeiras entre si.
A estimativa é que entre 2022 e 2025, elas tenham movimentado ilegalmente mais de 26 bilhões de reais. Apenas uma delas, sozinha, recebeu mais de 1 bilhão em dinheiro vivo, entre 2022 e 2024.
A operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Apesar de não haver mandados de prisão, há a imposição de medidas restritivas aos alvos da operação, como a retenção de passaportes, proibição de acesso ou frequência às sedes das empresas, proibição de manter contato com os demais réus e testemunhas da acusação.
Na parte da investigação sobre adulteração de combustíveis, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em distribuidoras, empresas químicas e terminais de armazenagem de combustíveis.
A nafta adicionada à gasolina pode gerar problemas aos motores de veículos pela baixa octanagem, causa poluição por conta da alta concentração de enxofre e pode causar sérios danos à saúde humana.
