O Real Madrid quer que seis clubes da Premier League contribuam para pagar os custos iniciais da Superliga Europeia, projeto anunciado em abril de 2021 e abandonado após uma onda de críticas e desistências. Segundo o jornal britânico The Athletic, o clube presidido por Florentino Pérez considera que Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham continuam responsáveis por uma parcela das despesas, apesar de terem deixado a iniciativa poucos dias depois de seu lançamento. Veja mais: Boca Juniors chega à decisão contra o Vasco com 11 jogos sem vencer no Brasil Leia mais: Vasco busca encerrar jejum de 26 anos sem disputar uma final continental; relembre O valor total dos gastos com a criação e a promoção da competição pode chegar a € 80 milhões (R$ 450 milhões) , de acordo com fontes ouvidas pelo veículo britânico. A cobrança, porém, esbarra em uma divergência sobre os compromissos assumidos pelos clubes fundadores e pode terminar nos tribunais caso não haja um acordo. A discussão gira em torno do acordo de acionistas assinado pelos clubes fundadores com a empresa responsável pela organização da Superliga, sediada na Espanha. O Real Madrid interpreta o compromisso de propriedade e gestão conjunta do projeto como uma obrigação de dividir também os custos de sua implementação. Os clubes ingleses, por sua vez, entendem que suas responsabilidades terminaram com a retirada e argumentam que os documentos conhecidos não estabelecem explicitamente essa obrigação financeira.
A Superliga foi anunciada em abril de 2021 por 12 clubes. Além dos seis ingleses, Atlético de Madrid, Milan e Inter de Milão abandonaram a iniciativa nos dias seguintes à apresentação. A Juventus deixou o projeto em 2023, enquanto o Barcelona formalizou sua saída em fevereiro de 2026, deixando o Real Madrid como último clube remanescente. Até agora, Real Madrid, Barcelona e Juventus dividiram as despesas de preparação jurídica e promoção da competição. O clube espanhol sustenta que os gastos devem ser repartidos entre os 12 fundadores, mas a cobrança depende da interpretação dos contratos e de um eventual entendimento entre as partes. A disputa ganhou novo contorno com a perspectiva de chegada de Bernd Reichart ao Real Madrid. Ex-presidente-executivo da A22 Sports, empresa que promoveu a Superliga, ele deve assumir uma função ligada às operações comerciais do clube após deixar a companhia. A eventual dívida seria atribuída à estrutura empresarial responsável pelo projeto, e não diretamente ao Real Madrid. A A22 e os seis clubes ingleses não comentaram o caso, de acordo com a publicação.
O Globo