Reajuste da tarifa do metrô do Rio é suspenso; entenda
O aumento da tarifa do metrô do Rio de Janeiro, que elevaria o valor da passagem para R$ 8,20, foi autorizado pela Agetransp, mas acabou suspenso poucas horas depois pelo governo do estado. Em vídeo nas redes sociais, o governador Cláudio Castro anunciou que a tarifa será mantida em R$ 7,90 ao longo deste ano.
O reajuste de R4 0,30 havia sido homologado dentro das regras previstas no contrato de concessão. Pelo acordo entre o estado e a concessionária MetrôRio, a tarifa passa por correções periódicas com base na inflação.
Segundo Castro, o aumento decorre de contratos firmados em gestões anteriores e já autorizados pela agência reguladora. Ele afirmou que o valor ultrapassou o que o governo considera aceitável para os passageiros.
Para evitar que o usuário pague R$ 8,20, o governo pretende investir R$ 37 milhões em subsídios. De acordo com o governador, os recursos sairão do orçamento da Secretaria Estadual de Transportes, após economia interna e reorganização de despesas.
Na prática, o reajuste não foi cancelado contratualmente. O valor continua previsto, mas será compensado pelo estado à concessionária para preservar o equilíbrio financeiro do contrato.
Mesmo com a manutenção da tarifa, o metrô do Rio segue com a passagem mais cara do país. Os R$ 7,90 superam o valor cobrado em cidades como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo. Em Belo Horizonte, a tarifa custa R$ 5,80. Nas outras capitais, os preços também são inferiores aos praticados no Rio.
A decisão não altera a tarifa social do Bilhete Único Intermunicipal. Passageiros de baixa renda continuam pagando R$ 5. O anúncio foi feito ao lado da secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem. Apenas o governador falou no vídeo divulgado nas redes sociais.
Castro afirmou que o objetivo é impedir que a tarifa ultrapasse R$ 8. Ele disse que a medida busca reduzir o impacto no orçamento dos usuários do sistema.
A CBN questionou o governo sobre os critérios de cálculo do subsídio e a fonte definitiva dos recursos. Também perguntou se há instrumento formal que garanta a manutenção da medida em 2026.
Até o momento, não houve detalhamento dessas informações. O governo também não informou se o congelamento será mantido em caso de mudança no comando do Executivo estadual, diante da saída de Castro do cargo pra disputar as eleições.
