Ré surpreende juiz ao se juntar a audiência por vídeo enquanto dirigia e mentir ser 'passageira'
Na última segunda-feira (23/3), Kimberly Carroll estava atrasada para para uma audiência de processo em que é acusada de dever US$ 1.788,08 (cerca de R$ 9.365) à LVNV Funding LLC — uma empresa de compra de dívidas de consumidores.
O juiz Michael McNally, de tribunal de Detroit (Michigan, EUA), resolveu julgar à revelia e ordenar que Kimberly pague a dívida, além das taxas de registro e notificação. Foi quando a ré entrou virtualmente na sessão via iPhone.
Kimberly apareceu sentada num carro com o cinto de segurança afivelado.
"A senhora não pode estar dirigindo. O que a senhora está fazendo?", questionou McNally, em diálogo reproduzido pela Fox 2 Detroit.
"Não estou dirigindo. Sou passageira", respondeu a ré.
McNally disse, então, que não julgaria casos de "pessoas dirigindo ou sentadas em carros", o que levou Kimberly a parar o veículo.
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"Desculpe. Estou com uma emergência. Vou viajar para visitar um parente, mas pedirei ao meu motorista que pare. Não sabia que não podia estar em um carro", declarou ela.
Mas McNally não se convenceu e começou a insistir para saber se ela era realmente a motorista:
"Estou louco ou não parece que a senhora está dirigindo esse carro?"
Carroll insistiu que não, mas o juiz continuou a questioná-la:
"De que lado do carro a senhora está? Como você estaria do lado esquerdo se é passageira no banco da frente? Estou perdendo alguma coisa?"
"Lado esquerdo… lado direito, desculpe", respondeu Carroll, desconfortável.
"É, o cinto de segurança sai do lado do motorista. Agora você está mentindo para mim, não é?", pressionou o magistrado.
Quando Kimberly negou, o juiz ordenou que ela mostrasse o motorista.
"Espere um segundo!", disse a ré, alegando que precisava de permissão para filmar o motorista, antes de sair abruptamente do carro.
"Não, você não estava do lado do passageiro. Acha que eu sou tão estúpido?", disparou McNally.
Ele encerrou a audiência reiterando a sentença à revelia.
"Você mentiu para mim", comentou ele.
McNally então instruiu o escrivão a anotar que Kimberly "não estava disponível no momento e, posteriormente, estava dirigindo um carro e disse ao tribunal que não estava".
"Você tem uma atitude péssima, devo lhe dizer", finalizou o magistrado antes de encerra a audiência.
