Ranking do salário mínimo em 2026: Uruguai no topo, Venezuela na lanterna e Brasil no meio da tabela da América do Sul - QTU Questões do Universo

Ranking do salário mínimo em 2026: Uruguai no topo, Venezuela na lanterna e Brasil no meio da tabela da América do Sul

Fonte: Bandeira da fonte

Com um salário mínimo de US$ 630,94 por mês, o Uruguai lidera o ranking dos países da América do Sul com o maior piso salarial em 2026, segundo levantamento do Valor.
O comparativo converteu para dólar americano os valores vigentes em 12 países da região, usando a cotação de fechamento de terça-feira (4/8) — a Guiana Francesa não entrou na conta por ser território da França, e não um país independente.
O valor pago mensalmente aos uruguaios é quase três vezes maior do que o último colocado do ranking: a Venezuela.
Desde março de 2022, o salário mínimo venezuelano está congelado em 130 bolívares, o que não corresponde nem a 30 centavos de dólar (aproximadamente R$ 1,50).
Na prática, o valor utilizado na comparação é a chamada renda mínima integral, estimada em US$ 240,00, uma quantia correspondente à soma do piso mínimo com bonificações pagas aos trabalhadores.
Na liderança do ranking, o Uruguai é seguido pelo Chile (com um valor de US$ 606,53) e pela Colômbia (US$ 546,46).
O Paraguai ocupa a quarta posição da classificação, com um salário mínimo de US$ 508,43.

O quinto lugar do ranking é ocupado pela única economia da América do Sul que usa o dólar como moeda oficial.
Nos anos 2000, o Equador enfrentou uma grave crise econômica e inflacionária, o que contribuiu para a desvalorização do sucre, moeda utilizada na época.
Com a adoção do dólar americano, a remuneração mínima tem crescido ao longo dos anos e, hoje, é avaliada em US$ 482.

O Peru, que aparece na sequência do ranking, anunciou na última semana um reajuste de 15% do salário mínimo.
Trata-se do segundo ano consecutivo de valorização da remuneração promovida pelo governo peruano.
O país começou 2026 com o piso fixado em 1.130 soles (US$ 333,17).
Em agosto, o valor chega a 1.300 soles, o que corresponde a US$ 383,29.

Embora seja a maior economia da América do Sul, o Brasil abre a segunda metade do ranking, ficando com o 7° lugar.
No início deste ano, o piso salarial brasileiro foi corrigido, chegando a R$ 1.621,00 (US$ 317,51).
Ainda que esteja distante do primeiro colocado, o Brasil aparece à frente de Guiana (US$ 285,80), Bolívia (US$ 270,04) e Suriname (US$ 255,46).

Ranking do salário mínimo na América do Sul em 2026
Em meio à crise política, social e econômica que enfrenta atualmente, a Argentina se coloca na penúltima colocação, com um valor de US$ 251,55 (376.600 pesos argentinos).
O país já acumula oito meses consecutivos de reajustes do piso salarial, que cresceu 10,4% ante os 341.000 pesos (US$ 227,78) anunciados para janeiro.

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A data de conversão para o dólar é o de fechamento da última terça-e
Fábio Andrade, professor de Economia e de Relações Internacionais da ESPM SP, afirma que, para se ter uma noção completa da conjuntura socioeconômica de um país, não basta olhar apenas o salário mínimo.
Além do custo de vida, é necessário "analisar o poder de compra do consumidor através de índices e levantamentos, que também contribui e complementa a análise do panorama".
Além isso, ele lembra que a remuneração mínima de um país é reflexo de alguns fatores.
"Os salários tendem a ser mais altos conforme maior for a produtividade do trabalhador ou quanto mais esse trabalhador conseguir produzir por hora.
Então, valores mais altos refletem países em que a produtividade tende a ser maior."
Para ele, a produtividade, por sua vez, é reflexo também de investimentos realizados no setor produtivo e da qualificação da mão de obra, que varia de país para país.
O economista acrescenta que países com salários mínimos mais baixos costumam apresentar níveis mais elevados de informalidade e ocupações de baixa remuneração, nas quais muitas vezes, um trabalhador desempenha duas ou três funções, para conseguir cobrir suas necessidades básicas.
*Estagiário sob supervisão de Eduardo Belo