No decorrer do último fim de semana, Tom Cruise compartilhou um vídeo nas redes sociais no qual confirmou que já estava em andamento a sequência de "Dias de trovão", seu popular filme de 1990 ambientado no mundo das corridas da Nascar.
Mas a cereja do bolo foi o anúncio de Anne Hathaway como coprotagonista do longa-metragem, cuja estreia está prevista para meados de 2028.
E, embora nas redes o entusiasmo tenha sido generalizado, houve um ator que optou por escrever uma série de comentários repudiáveis: Randy Quaid.
Brasil no Oscar 2027: Conheça os 15 candidatos a representar o país na premiação e como assisti-los
Super-herói mais humano, cenas de ação e casal Tom Holland e Zendaya: entenda o fenômeno 'Homem-Aranha' nas telas
Ele fez parte do primeiro filme, no qual interpretou Tim Daland, o empresário automotivo que recruta o personagem de Tom Cruise.
Para a continuação, Quaid não estará presente, mas mesmo assim decidiu opinar de forma marcadamente agressiva ao escrever no X: "Precisamos da Nicole (Kidman, estrela do primeiro filme) de volta.
Não seja covarde, você precisa da garota original.
Isso não é pessoal, é sobre cinema.
A Anne não é sexy, porque, caso você não tenha percebido, ela está grávida".
Robert Duvall, Randy Quaid e Tom Cruise em 'Dias de trovão'
Divulgação
Depois, Quaid acrescentou: "Anne Hathaway é de esquerda, é woke e uma escolha horrível para 'Dias de trovão', pois o público ligado à Nascar é MAGA" (em referência aos eleitores trumpistas).
Como era de se esperar, os comentários foram repudiados por usuários nas redes sociais e por uma grande maioria de veículos especializados.
Quanto à sua carreira profissional, Randy Quaid há vinte anos não consegue estabilidade, e seus projetos estão cada vez mais espaçados.
"Randy não sabe quanto tempo as mulheres ficam grávidas", escreveu um seguidor no X.
"Randy acha que está produzindo o filme", brincou outro.
"Alguém está magoado por ter sido deixado de fora", disse outro.
Lançado em junho de 1990, Dias de Trovão acompanhava a ascensão de Cole Trickle, um jovem piloto talentoso, impulsivo e ainda inexperiente, que buscava abrir caminho na Nascar.
Sob a orientação do chefe de equipe Harry Hogge, interpretado por Robert Duvall, o protagonista precisava aprender a controlar tanto o carro quanto seu próprio temperamento.
Por sua vez, Nicole Kidman dava vida à médica Claire Lewicki, enquanto o elenco se completava com Randy Quaid, Michael Rooker, Cary Elwes e um jovem John C.
Reilly.
As filmagens também tiveram importância decisiva na vida pessoal de Cruise: foi ali que ele conheceu Kidman, com quem iniciou um relacionamento e se casou no final daquele mesmo ano.
Dirigido por Tony Scott e com trilha sonora de Hans Zimmer, a produção foi apresentada, na época, como uma espécie de "Top Gun" sobre rodas.
A recepção da crítica foi dividida, mas o filme arrecadou cerca de US$ 158 milhões em todo o mundo e, com o passar dos anos, se tornou um título cult entre os fãs da Nascar.
O retorno não parece casual.
Cruise já demonstrou, com "Top Gun: Maverick", que um filme emblemático de outra época pode encontrar uma continuação capaz de sustentar a nostalgia e, ao mesmo tempo, conquistar espectadores mais jovens.
A produção estrelada de 2022 superou US$ 1,5 bilhão em bilheteria mundial e recebeu seis indicações ao Oscar.
Esse sucesso fortaleceu a posição do ator como defensor dos grandes espetáculos cinematográficos feitos para serem vistos nas salas de cinema.
Para Cruise, além disso, o filme se soma a uma agenda que continua desafiando qualquer ideia de aposentadoria.
Antes de voltar à Nascar, ele estreará "Digger", comédia de Alejandro González Iñárritu na qual interpreta um poderoso empresário do petróleo que tenta salvar o mundo de uma catástrofe provocada pela própria empresa dele.
O ator aparece praticamente irreconhecível, com outro visual e um registro bem distante do herói de ação habitual.
