Raízen afirma que controladores avaliam aporte de R$ 4 bilhões

 

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A Raízen informou nesta quarta-feira que avalia um reforço de R$ 4 bilhões no caixa para melhorar sua situação financeira. Desse total, R$ 3,5 bilhões viriam do Grupo Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, da família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan.

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A empresa também comunicou que avalia renegociar suas dívidas. Entre as possibilidades estão transformar parte do que deve aos credores em participação na companhia (ou seja, trocar dívida por ações) e ganhar mais prazo para pagar o restante. A Raízen também pondera seguir com a venda de ativos considerados não estratégicos para simplificar os negócios a operação e levantar recursos.

Segundo comunicado da companhia, a ideia é criar um ambiente protegido e ordenado para negociar com os demais credores e buscar um acordo. Mas não descartou que, se necessário, esse processo possa ser formalizado por meio de uma recuperação extrajudicial.

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Ainda em nota, a Raízen reiterou que continuará "operando normalmente" e que as medidas tomadas não devem afetar clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros. A empresa também disse que manterá o mercado informado sobre qualquer novidade relevante.

Em entrevista a jornalistas na terça-feira, no Rio, o presidente da Shell, Cristiano Pinto da Costa, disse que a petroleira se comprometeu com um aporte de R$ 3,5 bilhões em um processo de capitalização. Segundo coluna do Lauro Jardim, a proposta passou a ser desenhada entre credores já que a proposta do BTG - que queria fazer junto com a Shell uma capitalização de R$ 5 bilhões na Raízen - foi rejeitada pelos bondholders e credores.

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A Raízen tem cerca de 9 mil postos de combustíveis da marca Shell no Brasil, Paraguai e Argentina. Já se previa que a Cosan também injetaria capital novo, mas menos do que a Shell. No ano passado, a própria Cosan, com dívidas bilionárias, estruturou uma captação de pelo menos R$ 10 bilhões com participação do BTG Pactual e da gestora Perfin Infra.