Rafael Cardoso revela fenômenos sobrenaturais no set de 'Sexo e destino': 'Sempre entrava pedindo permissão'
Enquanto emociona como Felipe, o mocinho de “Além do tempo”, novela reprisada atualmente na Globo, Rafael Cardoso chega aos cinemas hoje como Moreira, um espírito obsessor em “Sexo e destino”. O filme é uma adaptação do best-seller psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. Aos 40 anos, o ator, que passou mais de uma década emendando novelas, enfrentou publicamente batalhas com vícios em álcool e drogas, o fim de um casamento de 15 anos com Mari Bridi e um longo período afastado dos filhos Aurora, de 10 anos, e Valentim , de 6 (ele também é pai de Helena, de 2 anos, do relacionamento com a psicóloga Carol Ferraz). Vivendo uma nova fase, ele fala sobre o trabalho, a espiritualidade e o recomeço:
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O que te chamou atenção para aceitar esse trabalho?
É um prazer poder fazer parte dessa história. É um livro do Chico Xavier, um dos maiores best-sellers espíritas. Meu personagem, o Moreira, começa como um obsessor, um espírito não é tão evoluído, que ainda precisa trabalhar bastante nesse estado espiritual dele.
Como se preparou para esse papel?
Acho que foi um dos personagens que mais me exigiu como ator. A Federação Espírita Brasileira estava sempre junto com a gente para orientar tudo dentro da doutrina. Esse trabalho mexeu comigo e me desafiou depois de muito tempo parado. Me deu aquela sensação boa de dever cumprido. Vamos ver o que o pessoal acha. “Sexo e destino” fala sobre espiritualidade de um jeito acessível, passando ensinamentos importantes.
Esse tipo de produção costuma movimentar energias. Teve algum fenômeno nos bastidores?
Quebrou copo no set do nada, bateu porta, janela… Eu sempre entrava pedindo permissão para acessar aquilo e, quando saía, fazia minha oração: “Agora só vai embora o que é meu”. Funcionou.
Rafael Cardoso é Moreira, um espírito obsessor em “Sexo e destino”
Paris Filmes/divulgação
Esse universo trouxe aprendizado?
Estou em um momento de retomada da minha vida. Já faz dois anos que as coisas estão andando, após todos os percalços. Eu estava relaxado espiritualmente. O filme veio como um puxão de orelha. Me trouxe essa reflexão de impactar pessoas, pensar além do meu umbigo.
O que mudou depois?
Vou a um centro de umbanda e tem um pessoal que eu frequento que é como se fosse “umbandaime”, com ayuhasca. Também vou ao centro espírita e na igreja evangélica com a família da minha ex-mulher (Carol Ferraz). Onde existe força divina, eu estou dentro. Sempre trabalhei com espiritualidade, desde os 14 anos. Comecei na umbanda, depois fui kardecista… Sou espiritualista.
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Como está sendo rever a novela espírita “Além do tempo”?
Foi uma época em que eu trabalhava como maluco na Globo, sem folga. Mas trouxe boas lembranças, uma nostalgia.
Você acredita nessa ideia de reencontros de outras vidas? Já viveu algo assim?
Acredito que já. Tem pessoas que entram na nossa vida e momentos que são difíceis de explicar. Mas não vou falar de nomes, deixa quieto (risos).
Alinne Moraes e Rafael Cardoso em "Além do tempo"
Fábio Rocha/Rede Globo/Divulgação
Muita gente diz que você faz falta nas novelas. Como é ler isso?
Eu passei dois anos sem querer saber de novela. Precisava respirar, resolver minhas coisas, voltar para o meu centro. Mas hoje tô perto de voltar. Pode chamar que eu estou aqui! (risos)
O ritmo intenso de trabalho cobrou um preço?
Cobrou, sim. Minha saúde mental. Todo mundo precisa de loucura e sanidade, o equilíbrio. Foram 16 anos trabalhando praticamente sem parar. Tem pessoas que conseguem, e eu estava conseguindo. Se fosse só isso, tudo certo. Mas vieram questões pessoais, como a separação (de Mari Bridi), e eu não consegui dar conta de tudo ao mesmo tempo. Essa foi a verdade. Eu poderia ter parado um pouco. Mas esse entendimento só quem traz é a maturidade. Tudo o que aconteceu comigo tinha que acontecer para minha evolução.
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Você já assumiu publicamente os problemas que enfrentou, como os vícios. Foi importante falar sobre isso?
Eu precisava contar o que aconteceu. Quando você compartilha o seu problema, pode ajudar outras pessoas. Tem gente que vive uma vida inteira sem assumir o que faz, por vergonha. Não vale a pena para ninguém.
Como melhorou?
Tudo começou pelo exercício físico. Chegou um dia em que eu falei: “Não aguento mais”. Estava cheio de pensamento intrusivo, botei meu tênis e saí correndo. No dia seguinte, fui para a academia. Nunca mais parei. Ganhei 16 quilos (de massa magra). Depois, veio terapia também. Não me internei em clínica. Se precisasse, eu faria. Mas fui na raça, comigo mesmo.
Rafael Cardoso surpreende ao surgir muito musculoso na web
Reprodução/Instagram
Você reencontrou seus filhos após anos sem vê-los. Como está a relação agora?
Agora está maravilhoso. Estou vendo as crianças direto. E vê-los com a irmãzinha é muito bom. Preciso agradecer muito à minha ex-mulher, Carol, porque ela me ajudou muito. Ela é uma parceira para a vida. Uma pessoa que eu nunca vou deixar de amar, porque foi minha âncora em muita coisa. Não é porque a gente não está mais junto como casal hoje que deixa de ser amigo.
Tô até torcendo por esse casal..
(risos) Quem sabe? Deixa quieto!
Depois de tantos anos casado, como você vê o amor agora?
Não quero voltar muito nesse assunto, mas às vezes a gente faz coisas das quais não se orgulha. Aconteceu muita coisa. Mas, se não for para ser de verdade, eu nem quero mais.
Além do filme, o que mais vem por aí?
"8 segundos – o desafio" vai estrear lá na Festa do Peão de Barretos, em que faço um campeão de rodeio. Tem “Os emergentes”, que é uma comédia aqui no Rio. Tem também “Eu sou a lei”, que deve estrear nos streamings já já. E o “45 dias” que acabei de filmar, deve sair oficialmente em novembro, provavelmente. Vambora!
