Questão de segurança ou 'nova era'? Bad Bunny apaga publicações no Instagram após Super Bowl e provoca onda de especulações nas redes
Poucas horas depois de protagonizar um show histórico no intervalo do Super Bowl, neste domingo (8), o rapper porto-riquenho Bad Bunny apagou todas as publicações e retirou a foto de perfil de seu Instagram. A conta principal do artista, que reúne cerca de 53 milhões de seguidores, passou a exibir apenas o nome de batismo, Benito Antonio, e um link para o álbum Debí Tirar Más Fotos (2025). A atitude repercutiu nas redes sociais, com usuários compartilhando prints e levantando diferentes interpretações para o gesto.
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A exclusão do conteúdo ocorreu após a apresentação no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, que dominou as conversas online e se tornou a mais assistida da história do show do intervalo do Super Bowl, com mais de 135 milhões de visualizações, segundo a plataforma Boardroom. Procurada por veículos como a revista americana Entertainment Weekly, a equipe do cantor não comentou o motivo da decisão.
Reações, especulações e leitura política
Nas redes, a ausência de explicações abriu espaço para teorias diversas. Parte do público interpretou o movimento como uma estratégia recorrente de grandes artistas para marcar o início de uma “nova era” na carreira, possivelmente ligada a anúncios futuros. Outros usuários demonstraram preocupação com o bem-estar e a segurança do cantor, avaliando que a dimensão do debate poderia ter pesado na decisão de “reiniciar” o perfil. Houve ainda quem associasse o gesto às críticas recebidas após o tom cultural e político da apresentação.
A polêmica ganhou contornos institucionais quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o show. Em publicação nas redes, classificou a apresentação como “uma afronta à América”, comentário que intensificou a polarização online e passou a ser citado por internautas tanto em defesa quanto em ataque ao artista.
Bad Bunny levou ao palco do Super Bowl uma apresentação inteiramente em espanhol, celebrando a cultura porto-riquenha e outros países latino-americanos, em um segmento de cerca de 13 minutos que foi amplamente descrito como um marco cultural. Ao final, desejou “Deus abençoe a América” e mencionou todos os países do continente americano, antes de encerrar com a canção “DtMF”.
Aos 31 anos, o rapper vive um dos momentos mais altos da carreira. Na semana anterior ao Super Bowl, venceu o Grammy de álbum do ano por Debí Tirar Más Fotos, tornando-se o primeiro artista a conquistar o principal prêmio da noite com um disco totalmente em espanhol.
