Queremos trabalhar com quem quer trabalhar com transferência de tecnologia, diz Lula

Queremos trabalhar com quem quer trabalhar com transferência de tecnologia, diz Lula

 

Fonte: Bandeira



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, neste sábado, 23, que o desafio do Brasil é começar a se perguntar "quanto custa não fazer" para que o País entre no rol de países desenvolvidos. A declaração foi feita na inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Para o presidente, a inauguração "dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém".

"O que a gente ouve muito no governo é o seguinte: é muito caro. Não tem dinheiro. E as pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer. E esse é o desafio que nós temos que ter daqui para frente no Brasil, se a gente quiser tirar o Brasil do rol dos países em via de desenvolvimento e colocar o Brasil no rol dos países altamente desenvolvidos", afirmou.

Ele acrescentou: "A gente não é menos competitivo do que ninguém, basta ousar e fazer".

O presidente ainda repetiu que não tem "preferência" por nenhum País nas suas relações internacionais e que disse isso ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando os dois se reuniram em Washington neste mês. "Nós queremos trabalhar com quem queira trabalhar junto conosco e com quem queira participar da transferência de tecnologia para o nosso País", reiterou.

"Investimento: qualidade do transporte, qualidade do emprego"

Lula disse que o Brasil "não tem que ter medo de fazer investimento porque investimento tem retorno na qualidade da saúde, do transporte, do emprego"... A declaração foi feita na inauguração do CDTS.

"O ministro da Fazenda em qualquer País do mundo, o cara que cuida da finança em qualquer clube, qualquer associação de bairro, está lá para evitar que a gente gaste o dinheiro. Se o cara tiver R$10, R$100 em cima e fala: não tem, não pode gastar", afirmou.

Para Lula, é preciso fazer a pergunta "quanto custa não fazer" para "inquietar" o governo. "Tudo que a gente tiver que colocar dinheiro para comprar um ativo novo para o País, uma coisa que vai acrescentar conhecimento, que vai acrescentar uma ferrovia, uma estrada, a gente não tem que temer fazer investimento", reforçou.