Queratose: saiba o que é, se pode virar câncer de pele e como é o tratamento que Lula fez

 

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Segundo informações da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por um procedimento para remoção de uma queratose no couro cabeludo, condição associada à exposição ao sol.


O procedimento foi realizado no último domingo (8), em uma clínica de dermatologia em São Paulo. A lesão foi tratada por meio de cauterização, método que durou cerca de dois minutos.


A seguir, entenda o que é queratose, quais são os tipos e os dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).


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Saiba os três tipos de queratose


Existem diferentes tipos de queratose ou ceratose. Entre as principais estão:


Queratose pilar: caracterizada por pequenas bolinhas ásperas, geralmente nos braços, coxas, glúteos e bochechas.

Queratose seborreica: identificada por manchas marrons ou pretas, benignas, normalmente associadas ao envelhecimento.

Queratose actínica: relacionada a anos de exposição solar.


O que é queratose actínica


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a queratose actínica é uma neoplasia benigna da pele com potencial de evolução para câncer de pele, como o carcinoma de células escamosas, também chamado de carcinoma espinocelular.


A lesão costuma ser descrita como avermelhada e áspera, localizada principalmente em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, lábios, dorso das mãos, antebraços, ombros, colo e couro cabeludo, especialmente em pessoas com calvície ou regiões mais expostas à radiação solar.


Características da lesão


Segundo a SBD, a queratose actínica apresenta as seguintes características:


Lesões pequenas, que podem ser múltiplas;

Mais palpáveis do que visíveis, percebidas ao passar a mão lentamente sobre a pele, com sensação áspera ao toque;

Mais frequentes em idosos de pele clara, devido à exposição solar crônica;

Também podem atingir adultos mais jovens.


Em seu site, a entidade destaca: “Como os efeitos da radiação UV são cumulativos, pessoas mais velhas são as mais suscetíveis a desenvolver ceratoses actínicas”.


Dados sobre a queratose actínica no Brasil


Segundo a SBD, a condição é o quarto diagnóstico dermatológico mais frequente no Brasil. Apesar de ser considerada uma lesão pré-cancerígena, apenas 10% evoluem para carcinoma espinocelular.


Ainda de acordo com a entidade, entre 40% e 60% dos carcinomas têm início em ceratoses não tratadas. Por isso, a recomendação é que todos os casos de queratose actínica recebam acompanhamento adequado. O tratamento pode incluir medicamentos tópicos e procedimentos dermatológicos.


(Jennifer Feitosa, Jovem Aprendiz, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de oliberal.com)