Quentinha, fotos estilo Polaroid e sacolé de whey: empreendedores aproveitam os blocos de rua do Rio para lucrar

 

Fonte:


O carnaval é época de curtir mas pode ser, também, de empreender. Cariocas aproveitam a alta temporada de turistas e foliões na cidade e para levantar uma grana extra nos blocos que agitam multidões pelas ruas, seja com fotos reveladas na hora, com quentinhas e com até picolé saudável.

Já se programou? Confira a agenda de blocos (oficiais ou não) e roteiros com escolas de samba. Acesse a ferramenta do GLOBO e monte seu próprio roteiro

Blocos de condomínios: Blocos de bairros da zona Sudoeste ganham força graças às redes sociais

O fotógrafo Marcos Vinicius Ferreira, de 26 anos, aproveitou para garantir uma grana extra na folia. Ele estava vendendo fotos estilo polaroid tiradas na hora, onde uma custava R$ 15 e duas, R$ 25.

— Com o exagero do fim de ano e as contas para pagar, eu pensei: nada mais justo que mesclar a diversão com uma coisa que todo mundo vai querer fazer, que é a foto. A polaroid está super em alta — disse.

O fotógrafo estava no bloco Amigos da Onça, neste sábado, onde disse ter lucrado, em meia hora, cerca de R$ 100. Marcos ainda aproveitou da fama do álbum do cantor Bad Bunny para divulgar seu negócio. Na placa que segurava e levantava para ser visto pelos foliões estava escrito o nome do álbum do cantor: “Debí tirar más fotos”.

— Se o pessoal não aborda para tirar a foto, saem cantando a música. Deu super certo — contou.

Abel Rossini e o sacolé de whey

Lívia Mendes/Agência O Globo

Abel Rossini, de 40 anos, decidiu unir seu estilo de vida ao lado empreendedor e vender sacolés com whey e creatina.

— Tenho uma alimentação bem saudável e, por mais que esteja curtindo o carnaval e em um momento mais off, continuo me preocupando. Como eu consumo isso no dia a dia, resolvi vender e passar a prática a frente — contou.

O picolé tem 150 ml, 13 gramas de whey e cinco de creatina. Os sabores oferecidos são: limão, morango, cacau e pasta de amendoim. No entanto, as vendas não estão indo muito bem, segundo ela.

— Não sei se eu estou indo nos blocos onde o pessoal não tem esse foco, mas não estou conseguindo vender muita coisa — revelou.

Abel estava no bloco Bangalafumenga neste domingo e até o início da tarde não tinha vendido nenhum sacolé. No dia anterior, vendeu apenas dois.

Cláudio Ferreira de Lima e seu amigo Victor Sales estavam vendendo quentinhas no bloco Bangalafumenga neste domingo. Cláudio, que está aposentado, decidiu empreender há cinco anos, quando passou a oferecer comida para os foliões.

— Todo ano eu venho e vendo super bem, graças a Deus. É uma quentinha completa e tem de frango, de carne picadinha ou strogonoff, por R$20 — afirmou.

O amigo que o acompanhava pela primeira vez disse que a dupla levou 50 quentinhas e até o início da tarde da tarde já tinha vendido 20 delas.

Galerias Relacionadas

*Estagiária sob supervisão de Claudia Meneses