Segundo a Comissão Nacional dos Direitos Humanos, o massacre totalizou pelo menos 429 mortos até 2024, muitos dos quais permanecem sem identificação Um tribunal em Mombassa, no Quênia, condenou nesta sexta-feira 6 o autoproclamado pastor Paul Mackenzie a 200 anos de prisão pela morte de 190 crianças e um adulto entre 2021 e 2023.
A pena foi dividida igualmente entre acusações de homicídio e indução à inanição. Outros 28 cúmplices foram sentenciados à prisão.
Preso em abril de 2023, Mackenzie convencia seus adeptos a jejuarem até a morte sob a promessa de “conhecer Jesus”. As investigações na base do grupo, perto da cidade litorânea de Malindi, expuseram centenas de covas rasas e lotaram necrotérios locais.
Além da inanição, autópsias revelaram que vítimas, incluindo menores de idade, sofreram estrangulamento, espancamento e asfixia. O Ministério Público e familiares pediam a pena capital para o líder religioso — prevista na lei queniana, mas sem execuções desde 1987.
A defesa anunciou que recorrerá da decisão. Segundo a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Quênia, o massacre totalizou pelo menos 429 mortos até 2024, muitos dos quais permanecem sem identificação.
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