O Quênia anunciou na quarta-feira seu segundo caso de ebola no país — um familiar do paciente zero —, mas afirmou não ter detectado "nenhum contágio" em grande escala no território nacional. Entenda: Corpo de turista britânico some de necrotério no Chipre e caso intriga a polícia Após diagnóstico cardíaco: Pais biológicos pedem fim definitivo de disputa judicial com barriga de aluguel nos EUA Segundo um comunicado do Ministério da Saúde, o doente de 39 anos, que era um caso monitorado como contato e já se encontrava em quarentena, foi colocado em isolamento após apresentar sintomas como "febre, cansaço e dores articulares", característicos do ebola. Posteriormente, testou positivo para a doença. A detecção "precoce" aumenta as chances de cura e limita os riscos de transmissão, insistiu o ministério, que indicou não ter havido "nenhum contágio" em grande escala do vírus no país. As autoridades quenianas anunciaram em 6 de outubro a morte, ocorrida na véspera em um hospital de Nairóbi, de um queniano residente na República Democrática do Congo (RDC). Tratava-se do primeiro caso, e também do primeiro óbito, desta doença no país da África Oriental.
Desde então, o ministério identificou 128 casos de contato do primeiro paciente, indicou o relatório. Dentre estes, 113 foram localizados e 108 colocados em quarentena no Quênia, mas 15 casos de contato ainda não puderam ser localizados. Cinco desses casos encontram-se no exterior, mas as autoridades de saúde desses países já foram notificadas, segundo o ministério. A República Democrática do Congo atravessa sua décima sétima epidemia de ebola, sendo a mais letal de sua história, visto que não existe nenhuma vacina para a atual variante Bundibugyo. Neste país da África Central, foram registrados mais de 9 mil casos, dos quais cerca de 4,3 mil resultaram em morte, indicaram na terça-feira as autoridades da RDC.
O Globo