A vitória de Lula (PT) veio de um eleitorado diferente do de 2022: o presidente avançou entre os mais ricos das grandes cidades, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) cresceu na periferia, na classe C e nas cidades pequenas e médias do interior, segundo levantamento sobre voto e renda citado pela imprensa e dados do TSE.
A virada nas capitais Em São Paulo, Lula ganhou bairros de renda alta que costumavam votar à direita, como Vila Mariana, Pinheiros, Perdizes e Vila Madalena, além de vencer a Bela Vista e a periferia sul.
No Rio, levou Ipanema, Leblon e Copacabana entre os eleitores de maior renda. O avanço no interior
No primeiro turno, Flávio havia conquistado cerca de 714 municípios que deram maioria a Lula em 2022, segundo a Folha de S.Paulo — a maioria cidades pequenas e médias do interior. No segundo turno, Lula recuperou 23 cidades e o estado de Minas Gerais.
O que explica Com a disputa restrita a dois nomes, Lula absorveu votos dos demais candidatos e cresceu em todas as 27 unidades da federação, com os maiores ganhos em pontos no Rio (+4,3), em São Paulo (+3,8) e em Goiás (+3,7) — estados que Flávio venceu.
É a combinação que decidiu a eleição: o avanço nos grandes centros urbanos e nos bairros de renda mais alta compensou o crescimento do adversário nas periferias e no interior.
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