Quem vai cantar no Super Bowl 2026? Bad Bunny promete show histórico; veja outros latinos que já se apresentaram no jogo

 

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O Super Bowl 2026 já tem trilha sonora definida. Bad Bunny será o responsável pelo show do intervalo da grande final da liga de futebol americano, marcada para este domingo, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. A escolha transforma o cantor porto-riquenho no primeiro artista a liderar um halftime show majoritariamente em espanhol, em uma decisão que já entrou para a história e também para o centro do debate político nos Estados Unidos.

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Sportv e Ge TV exibem ao vivo o duelo entre New England Patriots e Seattle Seahawks, enquanto a TV Globo mostra os melhores momentos da partida e o tradicional show do intervalo, comandado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny, logo após o "Big Brother Brasil. O Multishow também exibe ao vivo e pela primeira vez o espetáculo musical, com uma programação especial.

Em entrevista coletiva realizada em San Francisco, o artista de 31 anos evitou temas políticos e preferiu reforçar o tom da apresentação.

“Vai ser uma enorme festa. Só quero que as pessoas se divirtam. É só dançar, nem precisa entender espanhol”, brincou Bad Bunny, misturando inglês e espanhol durante a conversa.

Bad Bunny no Grammy 2026

Amy Sussman / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O show acontece poucos dias após o cantor conquistar o Grammy de Álbum do Ano com “Debí tirar más fotos”, primeiro disco totalmente em espanhol a vencer a principal categoria da premiação. Segundo ele, o projeto marcou um retorno às próprias raízes.

“Eu só queria me conectar com minha cultura, com minha história. Não estava buscando o Super Bowl”, afirmou.

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Embora o show de Bad Bunny deva ser o primeiro principalmente em espanhol, uma coleção de artistas latinas brilharam antes que o porto-riquenho no maior palco do esporte americano. Relembre:

Shakira y Jennifer Lopez (2020)

Em fevereiro de 2020, poucas semanas antes da Covid-19 obrigar o mundo a ficar em casa, Shakira e Jennifer Lopez uniram forças para um show vibrante em Miami, que também carregava nuances políticas. O show, o primeiro com duas mulheres latinas como atrações principais, foi uma celebração da diversidade em um clima que já se mostrava cada vez mais hostil aos imigrantes nos Estados Unidos, onde Donald Trump estava a meses do fim de seu primeiro mandato (2017-2021).

Shakira e Jennifer Lopez uniram forças para um show vibrante no Super Bowl

YouTube/reprodução

Olá, Miami!": a cantora colombiana Shakira saudou o público em espanhol no início do show repleto de mensagens de apoio a diversos grupos, como os Dreamers, filhos de imigrantes indocumentados nascidos nos Estados Unidos. J-Lo também homenageou sua herança cultural usando uma capa de penas com a bandeira americana de um lado e a bandeira de Porto Rico do outro, que ela revelou enquanto sua filha cantava "Born in the USA", de Bruce Springsteen. Bad Bunny e o artista colombiano J Balvin também participaram do show, que eletrizou o Hard Rock Stadium.

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Gustavo Dudamel (2016)

O renomado maestro Gustavo Dudamel foi um convidado especial do Super Bowl 50, com o Coldplay como atração principal, realizado no mesmo local do jogo de domingo: o Levi's Stadium, em Santa Clara, Califórnia. O maestro venezuelano, à frente da Orquestra Jovem de Los Angeles (YOLA), adicionou um toque sinfônico ao show da popular banda britânica, que também contou com Beyoncé e Bruno Mars.

Gloria Estefan (1992 e 1999)

A icônica cantora foi uma das celebridades globais que ajudaram a elevar o evento.A primeira apresentação da artista cubano-americana foi em 1992, antes do show adotar seu formato atual e sua popularidade alcançar o nível do próprio jogo do campeonato da NFL. No inverno de Minneapolis, Estefan trouxe ritmo a um show temático no qual foi acompanhada por dançarinos e patinadores olímpicos.

Em 1999, ela retornou para uma celebração de salsa e soul em Miami, dividindo o palco com Stevie Wonder e Big Bad Voodoo Daddy.

Arturo Sandoval (1995)

O renomado trompetista cubano Arturo Sandoval fez uma contribuição memorável para o concerto de 1995, que contou com Tony Bennett, Patti LaBelle e o Miami Sound Machine. No espetáculo intitulado "Indiana Jones e o Templo do Olho Proibido", Sandoval apresentou um solo de trompete durante a interpretação de Bennett do clássico de Duke Ellington, "Caravan".