Histórico mostra que todos os presidentes eleitos desde a redemocratização venceram em solo mineiro; diversidade interna do estado explica a proximidade com os resultados nacionais Com apurações que frequentemente se aproximam por poucas décimas dos percentuais nacionais, Minas Gerais se consolidou como o “termômetro” definitivo das urnas brasileiras.
Seja em disputas acirradas ou em vitórias folgadas, o resultado no estado tem sido o indicativo real de quem governará o país a partir do ano seguinte. Nas eleições presidenciais de 2026, a marca histórica se repetiu: Lula venceu no estado mineiro e, posteriormente, foi reeleito Presidente da República.
Desde 1989, nenhum candidato à Presidência se elegeu no Brasil sem vencer em Minas Gerais. O estado funciona como um espelho da votação nacional por conta da sua enorme diversidade interna, e a divisão de votos fica muito próxima da média do país.
Em 2022, no primeiro turno das eleições presidenciais, Lula teve 48,29% em Minas e 48,43% no Brasil, enquanto Jair Bolsonaro registrou 43,60% e 43,20%, respectivamente. A proximidade de resultados se repetiu no segundo turno da última eleição.
O petista venceu nacionalmente com 50,90% dos votos e obteve 50,20% em solo mineiro, contra 49,10% e 49,80% do adversário no país e no estado. Na eleição anterior, em 2018, Jair Bolsonaro, no então PSL, venceu Fernando Haddad (PT) por 55,13% a 44,87%, no segundo turno.
Em Minas Gerais, 58,19% dos votos foram à favor de Bolsonaro, enquanto o petista levou 41,81%. Em 2014, a diferença entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) também foi relativamente pequena nos cenários nacional e estadual.
No primeiro turno, Dilma terminou na liderança, com 41,59% dos votos, contra 33,55% de Aécio. Em Minas Gerais, a ex-presidente conquistou 43,19%, enquanto o tucano recebeu 39,82%.
À época, o estado era o reduto eleitoral de Aécio. No segundo turno, o cenário voltou a ser semelhante.
No Brasil, Dilma terminou a eleição com 51,64% dos votos, enquanto, em Minas, obteve 52,41%. Aécio recebeu 48,36% nacionalmente e 47,59% no estado.
O comportamento do eleitor mineiro seguiu a média nacional de 1994 a 2010. A diferença entre as apurações do estado e do país ficou em no máximo cinco pontos percentuais nesse período.
A maior distância histórica entre os dois cenários ocorreu em 1994. Na época, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu com 54,28% no Brasil, mas atingiu 64,82% dos votos válidos em Minas Gerais.
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) relembrou ao lado do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que o estado mineiro mantém o histórico de ser o “termômetro” definitivo das eleições presidenciais no Brasil desde a redemocratização. “Quem ganha em São Paulo e quem ganha em Minas, ganha no Brasil”, disse Flávio ao lado de aliados, durante um ato de campanha na capital mineira feita às vésperas do segundo turno das eleições.
Um post compartilhado por Cleitinho Azevedo (@cleitinhoazevedo) Larissa Ferreira é jornalista em formação e integra o Núcleo Nacional do portal ND Mais, atuando na cobertura diária de política, segurança pública, educação e os principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
Trabalha com comunicação desde 2025 e cursa Jornalismo na Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina). Com interesse especial por futebol, é autora do blog Legado Rodrigueano e já produziu reportagens e documentários universitários sobre Copa do Mundo, apostas esportivas e arbitragem brasileira.
Também integrou a equipe de redação do 10º SLIJ (Seminário de Literatura Infantil e Juvenil). Leia mais ▾
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