Quem era o alvo de homem que realizou ataque em evento com Trump? Veja o que se sabe até agora
Passará nesta segunda-feira (27) por audiência de custódia o atirador que invadiu o jantar do presidente Donald Trump com correspondentes da Casa Branca. Ele deve responder por tentativa de assassinato de um oficial federal; agressão com arma perigosa e disparo de arma de fogo em local público.
As autoridades ainda avaliam se haverá acusação formal por tentativa de assassinato do presidente e investigam as motivações do ataque.
Cole Thomas Allen, de 31 anos, estava hospedado no mesmo hotel em que ocorria o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Ele é crítico das políticas externa e migratória de Donald Trump e foi preso por agentes do Serviço Secreto.
O presidente Donald Trump; a primeira-dama Melania; o vice-presidente JD Vance e membros do gabinete foram retirados às pressas sob proteção armada. Um agente do Serviço Secreto foi atingido no peito, mas sobreviveu graças ao colete balístico.
Quem, afinal, era o alvo?
Agentes do Serviço Secreto dos EUA fazem proteção de autoridades após tentativa de ataque.
Mandel NGAN / AFP
Até agora, as autoridades ainda realizam buscas e tentam compreender o caso. Apesar disso, há pistas para o governo americano que o alvo eram pessoas do alto escalão do governo Trump.
Em entrevista à CBS News nesse domingo (26), o procurador-geral interino Todd Blanche afirmou no domingo que os investigadores acreditam que o homem tinha como alvo membros do governo do presidente Trump.
'Acreditamos, com base apenas numa análise preliminar do ocorrido, que ele estava visando membros do governo', declarou.
O presidente Trump, em entrevista a mesma emissora, declarou ao ser questionado sobre o tema que 'não sabia' quem era o alvo.
'Não sei. Pelo que me pareceu, li um manifesto que dizia que ele se radicalizou. Ele era cristão, um crente, e depois se tornou anticristão, e passou por muitas mudanças. Ele tem passado por muita coisa, pelo que escreveu. O irmão dele reclamou dele e acho que o denunciou à polícia. E a irmã dele também reclamou. A família dele estava muito preocupada. Ele provavelmente era um cara bem doente'.
O presidente Donald Trump aproveitou o episódio para defender a construção de um novo salão de festas na Casa Branca. O projeto controverso é prioridade para o governo, mas já foi embargado pela Justiça americana. O presidente afirma que a obra de 400 milhões de dólares será financiada por doações privadas, mas se recusa a divulgar os nomes dos doadores.
Neste domingo, o presidente escreveu nas redes sociais que o ataque nunca teria acontecido com o Salão de Baile Militar de Máximo Sigilo atualmente em construção na Casa Branca. Mais tarde, o líder americano reforçou o discurso em entrevista à Fox News e à rede CBS.
Na entrevista ao programa ’60 Minutes’, da rede CBS, o presidente americano se exaltou ao ser perguntado sobre as acusações que o atirador usou para justificar a tentativa de ataque. A entrevistadora perguntou qual havia sido a reação de Trump ao ler o “manifesto” atribuído ao atirador, que incluía a frase: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes”.
Donald Trump atacou a jornalista e disse que ele não é um estuprador e nem pedófilo. O presidente disse que não está envolvido com o escândalo sexual protagonizado pelo financista Jeffrey Epstein e disse que atirador é uma pessoa doente.
