O brasileiro Bruno Fernando Rego, de 28 anos, está desaparecido na França desde o dia 5 de julho.
Motorista de aplicativo e morador da região metropolitana de Paris, ele fez seu último contato naquele dia e não voltou a falar mais com familiares ou amigos.
Desde então, a irmã Beatriz Rego lidera uma campanha para tentar encontrá-lo, mobilizando brasileiros e voluntários para divulgar seu desaparecimento na capital francesa.
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Natural de Capivari, no interior de São Paulo, Bruno se mudou para a Europa com o objetivo de ganhar dinheiro para ajudar no tratamento de saúde da filha de 4 anos, que vive no Brasil.
Segundo a irmã relatou ao portal g1, a menina tem sequelas neurológicas provocadas por um engasgo, e o brasileiro encontrou na França uma oportunidade de aumentar a renda, já que conseguia ganhar até seis vezes mais do que receberia trabalhando no Brasil.
Na França, Bruno trabalhava de forma independente como motorista.
Além de atuar por aplicativos, realizava viagens de longa distância pelo país e também para destinos internacionais.
Sem residência fixa, ele utilizava duas casas de apoio nos arredores de Paris para descansar entre os trajetos.
De acordo com a família, o desaparecimento ocorreu em circunstâncias consideradas incomuns.
O alerta foi dado por um amigo brasileiro, também de Capivari, que mantinha contato diário com Bruno por videochamadas.
Após não conseguir falar com ele no dia 5 de julho, o amigo procurou os familiares.
Segundo Beatriz Rego, Bruno desapareceu levando apenas a roupa do corpo.
Roupas, pertences pessoais e documentos, incluindo o passaporte, ficaram onde ele estava hospedado.
Além disso, o telefone celular deixou de receber chamadas e mensagens.
Outro ponto que intriga a família envolve o veículo utilizado por Bruno para trabalhar.
O carro era alugado e possuía sistema de rastreamento, mas, segundo a irmã, ainda não houve retorno das autoridades policiais sobre a localização do automóvel.
A investigação enfrenta dificuldades adicionais por causa da legislação francesa.
Beatriz afirma que, inicialmente, amigos do brasileiro não conseguiram registrar o desaparecimento porque o país reconhece o chamado "direito de desaparecer", que permite a um adulto se afastar voluntariamente sem que isso seja considerado crime.
Como mora em Portugal, ela registrou um boletim de ocorrência naquele país para que as autoridades portuguesas encaminhassem o caso à polícia francesa.
A irmã também critica a falta de informações sobre o andamento das buscas.
Segundo ela, familiares forneceram dados como a placa e o modelo do carro utilizado por Bruno, além de contatos de testemunhas, mas dizem não ter recebido atualizações relevantes das autoridades francesas.
