Quem é o miliciano Juninho Varão, alvo de operação da PF e do MPRJ? Ele aterroriza parte da Baixada Fluminense - QTU Questões do Universo

Quem é o miliciano Juninho Varão, alvo de operação da PF e do MPRJ? Ele aterroriza parte da Baixada Fluminense

Fonte: Bandeira da fonte

A Polícia Federal e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Fora de Ordem com alvo na milícia chefiada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão, que age em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em municípios vizinhos.
A informação é do g1.
A A investigação identificou movimentações financeiras atípicas superiores a R$ 350 milhões, com base em Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
Há indícios, ainda, de vínculos do grupo paramilitar com agentes públicos e de possível infiltração da organização criminosa no aparato estatal.
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As equipes cumprem 23 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais na capital fluminense e em Nova Iguaçu.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro e a indisponibilidade de bens.
O cartaz que pede pistas sobre o miliciano Juninho Varão
Disque Denúncia/Divulgação
Segundo a investigação, o grupo teria atuação, ao menos desde 2013, em bairros de Nova Iguaçu e municípios vizinhos, impondo domínio territorial e usando intimidação e violência para explorar atividades econômicas.
Entre os serviços impostos à população, entre eles sinal de internet e comercialização de gás (GLP).

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A investigação aponta, ainda, que o grupo paramilitar tem divisão de tarefas entre núcleos de comando, financeiro, operacional, territorial e político.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais, além de outros delitos conexos que possam surgir no decorrer das investigações.
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Quem é Juninho Varão
A milícia chefiada por Juninho Varão é, hoje, considerada a principal da Baixada Fluminense por autoridades de segurança.
Investigações apontam que o grupo paramilitar trava uma guerra para ampliar seus domínios e está ligado a dezenas de homicídios.

Varão é apontado como o “dono” de Nova Iguaçu e exerce influência também em áreas de Seropédica e Paracambi.
Na tentativa de ampliar o controle territorial, teria ordenado ataques contra milícias menores na Baixada e investidas para tomar áreas na Zona Oeste da capital.
Com cinco mandados de prisão em aberto e considerado foragido da Justiça, o miliciano comanda o grupo conhecido como Bonde do Varão.
Antes, integrava o grupo paramilitar comandado por Wellington da Silva Braga, o Ecko, mas após a morte dele, em 2021, passou a operar de forma independente.

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Expansão
De acordo com investigações, o dinheiro arrecadado pela milícia de Varão — segundo o MPRJ, somente entre 2022 e 2023 o grupo teria movimentado cerca de R$ 10 milhões — é usado para a aquisição de armas, carros (geralmente produtos de crime e com placas clonadas) e outros materiais bélicos usados em sua guerra por territórios.
Na Zona Oeste da capital, há indícios de que a quadrilha esteja tentando conquistar áreas em Campo Grande e em Santa Cruz.
Assassinato cinematográfico
Varão é investigado pela participação num assassinato cinematográfico ocorrido em janeiro deste ano no Jardim Alvorada, em Nova Iguaçu.
Na ocasião, o miliciano Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya, foi morto a tiros.
O crime mobilizou mais de dez homens armados com fuzis, vestindo roupas pretas, toucas ninja ou balaclavas e coletes balísticos.
Eles desceram de quatro veículos por volta das 12h30 e executaram o miliciano em plena luz do dia, na Estrada das Cambucas.
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O assassinato teria sido resultado de um acordo firmado entre Varão e Paulo Roberto Carvalho Martins, o PL, sucessor de Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, que se entregou à polícia em dezembro de 2023.
Os dois disputam territórios mas eventualmente unem esforços.
A morte era de interesse tanto de PL quanto de Varão, que teria autorizado a execução em sua área como forma de ajuste de contas.
Informações de inteligência da polícia apontam que a vítima estaria “migrando” para o tráfico.