Quem é Deivis Marcon, ex-presidente do Rioprevidência que foi preso pela PF
O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso nesta terça-feira suspeito de tentar obstruir a Justiça e sumir com provas. Ele foi detido em ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. De acordo com informações preliminares, Deivis — que estava fora do Brasil — chegou na manhã desta terça-feira no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, alugou um carro e estava na Via Dutra em direção ao Rio quando foi interceptado por agentes da PRF.
Ex-presidente do Rioprevidência é preso em ação conjunta da PF e da PRF
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A PF investiga, desde novembro de 2025, as operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões do Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Segundo a apuração, entre outubro de 2023 e agosto de 2024, a autarquia investiu esse valor em títulos com vencimento em 2033 e 2034 — um tipo de renda fixa usado por instituições financeiras para captar recursos e financiar operações de longo prazo.
O principal risco desse investimento é a quebra do banco emissor, o que pode comprometer a devolução do dinheiro corrigido. No caso do fundo previdenciário do Rio, os recursos aplicados fazem parte do montante destinado ao pagamento de aposentadorias de servidores que ingressaram no serviço público na última década.
O diretor-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes
Rioprevidência/Divulgação
Nos bastidores da política fluminense, as nomeações no Rioprevidência são atribuídas ao União Brasil, partido da base do governador Cláudio Castro (PL), que foi informado pelo TCE sobre as suspeitas antes da liquidação do banco. Em janeiro, após a primeira fase da Operação Barco de Papel, em que Deivis é investigado, ele pediu exoneração e foi demitido por Cláudio Castro. Marcon sempre negou ter cometido qualquer crime.
Deivis é advogado e se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná no ano de 2000. Após ter feito pós-graduação em Direito Empresarial pelo IBEJ - UFPR, em 2003, ingressou no curso de Direito do Trabalho e Previdenciário pela Escola Superior de Advocacia - ESA no ano de 2014.
Ele também é mestre em Direitos Fundamentais e Novos Direitos pela Universidade Estácio de Sá desde 2016. Seu currículo afirma que o novo diretor-presidente do Rioprevidência tem experiência na áreas do Direito Constitucional, Societário e Previdenciário.
Ele já geriu outros fundos de Previdências, como o de funcionários do Banco do Brasil, a Previ. Em 2028, foi alvo de uma editoria interna que concluiu que a ele eram destinados “recebimentos indevidos de escritórios parceiros”, segundo a coluna Lauro Jardim.
