Quem é Aury Lopes Jr., advogado de Deolane Bezerra conhecido por trabalhos acadêmicos

Quem é Aury Lopes Jr., advogado de Deolane Bezerra conhecido por trabalhos acadêmicos

 

Fonte: Bandeira



A defesa da influenciadora Deolane Bezerra, presa durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), está a cargo do advogado criminalista Aury Lopes Jr.. Conhecido no meio jurídico por sua atuação acadêmica e por defender teses garantistas no direito penal, o jurista é considerado um dos nomes mais influentes da área no país.

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Natural do Rio Grande do Sul, Aury Lopes Jr. construiu carreira como advogado, professor e autor de obras jurídicas amplamente utilizadas em cursos de graduação, pós-graduação e concursos públicos. Doutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid (onde obteve nota máxima e voto de louvor por unanimidade em sua tese), na Espanha, ele também atua como professor do programa de pós-graduação em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

O criminalista ganhou notoriedade nacional por atuar em processos de grande repercussão, especialmente em casos envolvendo pedidos de habeas corpus, discussões sobre prisões preventivas e críticas a abusos do sistema penal. Seu nome esteve associado a investigações da Operação Lava Jato e a defesas de empresários e figuras públicas.

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Aury Lopes Jr. também é conhecido por defender uma visão garantista do direito penal, corrente jurídica que prioriza o respeito às garantias constitucionais e aos direitos dos investigados e acusados durante processos criminais. Além da atuação nos tribunais, participou de debates sobre a reforma do Código de Processo Penal no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), convidado pelo então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Cezar Peluso.

No caso de Deolane, a defesa nega qualquer vínculo da influenciadora com organizações criminosas ou empresas investigadas. Em manifestações públicas, Aury Lopes Jr. afirmou que a nova prisão da empresária foi “midiática” e carece de fundamentos concretos.

Relembre o caso

A influenciadora foi presa em Barueri, na Grande São Paulo, durante operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo na última sexta-feira. A investigação apura movimentações financeiras suspeitas e supostas conexões com integrantes do PCC.

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A prisão expôs, segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro ligada ao núcleo familiar de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. A operação revelou como uma transportadora do interior paulista teria sido usada para movimentar recursos do tráfico e inseri-los no sistema financeiro formal por meio de empresas, depósitos fracionados e contas de terceiros.

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A Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva: contra Deolane; Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola; o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; além de Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo. Marcola e Alejandro já estão presos em penitenciárias federais. Deolane e Everton foram detidos ontem, enquanto Paloma e Leonardo são considerados foragidos. Segundo as investigações, ela está na Espanha e ele, na Bolívia. Ambos tiveram os nomes incluídos na Lista de Difusão Vermelha da Interpol.

As investigações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. O material continha ordens internas da facção, referências a movimentações financeiras e menções a ataques contra servidores públicos. A partir daí, os investigadores chegaram à empresa Lopes Lemos Transportes, conhecida como Lado a Lado Transportes.

Segundo o Ministério Público, a transportadora funcionava como braço financeiro da cúpula do PCC. Em três anos, movimentou mais de R$ 20 milhões e apresentou incompatibilidade de R$ 6,9 milhões entre receitas declaradas e movimentações bancárias, indício considerado típico de lavagem de dinheiro.

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