Quem é Adilsinho? Contraventor ligado ao comércio ilegal de cigarro é patrono do Salgueiro
O bicheiro mais procurado do Rio, Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Ele foi alvo de uma operação deflagrada hoje pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, composta por agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil.
Além de integrar a cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.
Ele tinha pelo menos quatro mandados de prisão em aberto. Na Justiça Federal, Adilson responde como chefe da máfia dos cigarros. Na Justiça do Rio, é apontado como mandante de três assassinatos. Entre eles, o de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção; e o de Fabrício Alves Martins de Oliveira, que teria sido morto por engano em meio à disputa pelo mercado de cigarros falsos.
Adilsinho foi encontrado em uma residência de Cabo Frio, em uma operação que contou com apoio do grupamento aéreo. Ele foi conduzido à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para formalidades após a prisão e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado.
Adilsinho é considerado um dos maiores distribuidores e produtores de cigarros falsificados no estado do Rio.
Quem é Adilsinho?
Contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.
Reprodução/ Disque Denúncia
Adilsinho é patrono do Salgueiro e um dos principais nomes do comércio ilegal de cigarro no Rio de Janeiro. Também é investigado por pelo menos 27 crimes, entre tentativas de homicídio, assassinatos e sequestros, foram cometidos para forçar a criação de um monopólio violento, financiado com dinheiro do jogo do bicho.
Adilson Oliveira Coutinho Filho começou sua trajetória fabricando e criando softwares para máquinas caça-níqueis. Mas, em duas décadas, percorreu um caminho que o levou do submundo dos cassinos ilegais à cúpula do crime organizado no Rio de Janeiro.
Ele é acusado de ter mandado a morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira, de 33 anos.
Em outubro de 2022, ele foi executado com tiros de fuzil num posto de gasolina em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Os criminosos usavam camisas e estavam encapuzados, uma estratégia do grupo de matadores de aluguel de Adilsinho para facilitar a aproximação e a fuga.
Dois dias depois do crime, o amigo de Fabrício, o Fábio Alamar Leite, foi assassinado quando saía do enterro no cemitério de Inhaúma, Zona Norte. As investigações da Polícia Civil apontam que Fabrício já tinha trabalhado na máfia dos cigarros, mas estava afastado do grupo.
A dupla foi morta por engano - eles emprestaram caminhões de sua empresa de gelo para um outro homem, que usaria os veículos para transportar cigarros. Isso teria desagradado a quadrilha de Adilsinho, que acreditava que Fabrício e Fábio estivessem juntos vendendo cigarros sem autorização da organização criminosa.
Adilsinho já tem outros três mandados de prisão. Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros. E na Justiça do Rio responde como mandante dos assassinatos de rivais no Jogo do Bicho e como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite
O confronto balístico indicou que as mesmas armas foram usadas nas mortes de Fabrício Martins, Fábio Alamar e Cristiano de Souza, em 2023.
Pelo menos 27 crimes, entre tentativas de homicídio, assassinatos e sequestros, foram cometidos para forçar a criação de um monopólio violento, financiado com dinheiro do jogo do bicho. Entre os crimes, tiveram assassinatos de possíveis rivais no mercado de cigarros, execuções de ex-aliados e mortes de quem se recusava a vender o cigarro da quadrilha.
Seus mandados de prisão são:
Fevereiro/2026: mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira, de 33 anos, executado em um posto de gasolina em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O caso aconteceu no dia 2 de outubro de 2022.
Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros
Na Justiça do Rio, responde como mandante dos assassinatos de rivais no Jogo do Bicho
Na Justiça do Rio, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite
