Queda de avião na Colômbia: drones e cordões de segurança serão usados na remoção dos 15 corpos

 

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As autoridades colombianas iniciaram uma operação militar em fases para retirar os corpos das 15 vítimas do avião da Satena que caiu em uma área rural do município de La Playa de Belén, na região do Catatumbo, na Colômbia, nesta quarta-feira. O local do impacto foi encontrado após horas de buscas aéreas e terrestres, coordenadas por autoridades nacionais, sem sobreviventes.

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Desde a perda de contato com a aeronave, o governo ativou protocolos de emergência por meio do Ministério do Transporte da Colômbia e da Aeronáutica Civil da Colômbia, com comando centralizado em um Posto de Mando Unificado montado em Cúcuta. Participaram das buscas aeronaves da Força Aérea Colombiana e do Exército Nacional da Colômbia, além de meios civis.

Confirmada a localização dos destroços, o foco passou a ser a retirada dos corpos. O acesso ao ponto do acidente exigirá garantia prévia de segurança, em razão da presença do ELN na região. Segundo fontes com conhecimento do plano, o ingresso ocorrerá sob esquema militar, com verificação de ameaças, identificação de pontos críticos e emprego de tropas, helicópteros e sistemas de vigilância.

A operação será executada por etapas. Na primeira fase, unidades da Força Pública farão o isolamento e a custódia do perímetro. Em seguida, equipes especializadas iniciarão a extração dos corpos e a abertura formal da investigação técnica do acidente. O planejamento prevê dois cordões de segurança e o uso de drones para monitoramento contínuo da área durante os trabalhos.

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A ministra dos Transportes, Mafe Rojas, afirmou que o país vive um momento de luto e destacou a mobilização integral do Estado desde as primeiras horas. O comando da operação está a cargo de mandos militares responsáveis pela zona, que coordenam recursos humanos e logísticos para permitir a atuação de peritos e investigadores sem comprometer a segurança do efetivo em campo.

Clima surge como hipótese da queda

De acordo com informações conhecidas até o momento, a variável climática surge como a linha de análise mais consistente. Fontes da região afirmam que, há mais de uma semana, chuvas constantes atingem diferentes pontos do corredor montanhoso entre Cúcuta e a região de Catatumbo. As precipitações, acompanhadas de nebulosidade persistente, teriam reduzido significativamente as condições de visibilidade em áreas próximas ao local onde o avião foi encontrado. As autoridades indicam que não há sobreviventes.

Essa versão é compatível com imagens que começaram a circular após o achado da aeronave. Em um dos vídeos, observa-se a área coberta por nuvens baixas, situação também confirmada por moradores. Foram justamente habitantes da zona rural que repassaram às autoridades as primeiras informações que permitiram indicar a possível localização do acidente.

A Satena informou ainda que o avião decolou do aeroporto de Cúcuta às 11h42 do dia 28 de janeiro, com pouso previsto em Ocaña por volta das 12h05. O último contato com o controle de tráfego aéreo ocorreu às 11h54, poucos minutos antes do término do trajeto programado.

A aeronave envolvida no acidente é um Beechcraft 1900, de matrícula HK4709, operado pela empresa SEARCA. Após a perda de comunicação, a Satena acionou os protocolos previstos para esse tipo de ocorrência. As operações estão sendo conduzidas em coordenação com o Centro de Comando e Controle da Força Aeroespacial Colombiana e com a Direção Técnica e de Investigação de Acidentes da Aeronáutica Civil, responsáveis pelas buscas, pela verificação em campo e pela análise técnica do sinistro.