Quatro tripulantes morrem em ataque no Mar Vermelho; navio é atingido por míssil no Golfo - QTU Questões do Universo

Quatro tripulantes morrem em ataque no Mar Vermelho; navio é atingido por míssil no Golfo

Fonte: Bandeira da fonte

Quatro tripulantes morreram nesta terça-feira em um suposto ataque dos houthis, apoiados pelo Irã, contra um pequeno navio de carga no Estreito de Bab el-Mandeb, informou o Ministério dos Transportes do Iêmen, enquanto fontes relataram um ataque com míssil contra um navio porta-contêineres perto do Paquistão, em uma suposta ofensiva dos Estados Unidos.
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As mortes a bordo do Tihamah, de propriedade egípcia, se confirmadas, seriam as primeiras provocadas por um ataque houthi contra a navegação desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
Os houthis não reivindicaram a autoria do ataque.
Três paquistaneses e um indonésio morreram, segundo o ministério iemenita, que acrescentou que a tripulação perdeu o controle da embarcação após o ataque.
Três integrantes da guarda costeira ficaram feridos após serem alvo de um drone enquanto tentavam resgatar a tripulação, disseram fontes militares iemenitas.
Os houthis declararam um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho em 20 de julho, em resposta ao que descreveram como um cerco saudita.
Riad nega que o Iêmen esteja sob cerco.
O navio foi atingido por um projétil desconhecido, de acordo com um relato recebido pela UK Maritime Trade Operations (Ukmto), agência ligada à Marinha britânica.
O incidente ocorreu enquanto a embarcação estava ancorada a nordeste da ilha de Perim, no Iêmen, conforme a empresa britânica de segurança marítima Ambrey.
Apoiadores dos houthis erguem armas durante uma manifestação contra a Arábia Saudita, em meio à escalada das tensões com o reino, em Sanaa, no Iêmen, em 31 de julho de 2026
REUTERS/Khaled Abdullah

Ataque perto do Paquistão
Separadamente, o navio porta-contêineres Vela Nova, de bandeira panamenha, foi atingido por um míssil perto do Paquistão enquanto seguia em direção ao Golfo de Omã, disseram à Reuters fontes de segurança marítima.
O Wall Street Journal informou que a embarcação foi atacada por um helicóptero americano, que disparou um míssil Hellfire contra o leme do navio depois que ele tentou furar um bloqueio dos Estados Unidos contra embarcações ligadas ao Irã na região.
Não houve comentário imediato do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).
Se confirmado, este seria o 12º navio atacado por forças americanas desde que o bloqueio foi anunciado, em abril, e o terceiro desde que a medida foi restabelecida, em 14 de julho.
O navio fez recentemente escalas nos portos de Mumbai e Port Klang, na Malásia, onde também foram avistadas embarcações ligadas ao Irã, afirmou Charlie Brown, assessor sênior do grupo americano United Against Nuclear Iran (Uani), que monitora o tráfego de petroleiros relacionado ao Irã por meio de rastreamento de navios e satélites.
“O relato de que os Estados Unidos incapacitaram e interceptaram o Vela Nova, de bandeira panamenha, perto da linha do bloqueio no Golfo de Omã, após sua recente escala em Mumbai ao lado dessas embarcações, ressalta o aumento da vigilância sobre a navegação ligada ao Irã”, afirmou.
Acredita-se que o navio tenha sido atingido a cerca de 71 milhas náuticas (aproximadamente 132 km) da costa do Paquistão, segundo o grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard.

Tráfego Marítimo
O tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb e pelo Mar Vermelho caiu mais de 50% desde a onda anterior de ataques houthis contra embarcações, entre 2023 e 2025.
O movimento diminuiu ainda mais desde que os houthis anunciaram seu bloqueio no mês passado.
Uma média de 32 navios por dia passou pelo estreito na semana passada, ante uma média de 50 antes do bloqueio, segundo dados da Kpler.
Barcos flutuam perto da costa de Bab el-Mandeb, Iêmen, 2 de abril de 2026
REUTERS/Foto de Arquivo

A Ambrey observou que o navio de carga, identificado por fontes como o Tihamah, não pertencia nem era operado por empresas sauditas e havia deixado no sábado o porto de Al-Mokha, controlado pelo governo iemenita.
Dados da Lseg apontam empresas egípcias como proprietárias e administradoras do navio.
Nenhuma delas respondeu imediatamente aos emails e telefonemas da Reuters em busca de comentários.
O tráfego está ainda mais afetado no Estreito de Ormuz, por onde apenas seis embarcações passaram na segunda-feira, abaixo da média de cerca de 11 nos últimos dez dias e das aproximadamente 130 a 140 registradas antes da guerra.