Quanto tempo leva para superar um término? Caso de Marina Sena e Juliano Floss reacende debate - QTU Questões do Universo

Quanto tempo leva para superar um término? Caso de Marina Sena e Juliano Floss reacende debate

Fonte: Bandeira da fonte

O fim do relacionamento entre Marina Sena e Juliano Floss ganhou novos contornos nas redes sociais.
Depois de mais de dois anos juntos, os dois anunciaram a separação em agosto e, desde então, os passos de cada um no período seguinte passaram a ser observados pelo público.
A viagem de Juliano pela Chapada dos Veadeiros ao lado da atriz Thainá Duarte e a emoção de Marina durante uma apresentação em São Paulo foram suficientes para alimentar especulações sobre como cada um estaria lidando com o término.
A presença de Thainá ao lado de Juliano despertou comentários sobre um possível novo romance.
Os dois, porém, não confirmaram publicamente qualquer relacionamento.
Marina, por sua vez, chorou durante show recente enquanto cantava "Pra Ficar Comigo".
O momento foi associado por parte dos fãs à separação, embora a cantora não tenha relacionado a emoção ao fim do namoro.
A repercussão colocou em evidência uma questão que costuma surgir depois de términos acompanhados de perto: quanto tempo é necessário para superar uma relação e estar aberto a uma nova história? Para especialistas, não existe uma resposta única — e o comportamento observado nas redes sociais não é suficiente para determinar o que alguém está vivendo emocionalmente.
O término emocional começa quando o namoro acaba?
Para Gláucia Santana, psicanalista do Espaço Hi especializada em relacionamentos, apego e dependência emocional, com atuação em neurociência aplicada ao comportamento, estabelecer um prazo para a superação pode ser equivocado.
O fim oficial de uma relação nem sempre coincide com o momento em que começa o processo de desligamento emocional.
"Não existe um prazo psicológico universal para superar um relacionamento.
Em muitas relações, o desligamento começa antes do término oficial.
A pessoa pode passar meses percebendo distanciamentos, elaborando frustrações e se despedindo internamente dos projetos que construiu com o parceiro.
Por isso, quando a separação finalmente acontece, duas pessoas que estavam no mesmo relacionamento podem estar em etapas emocionais completamente diferentes.
O calendário mostra há quanto tempo o casal terminou, mas não revela quando o processo de luto começou para cada um", explica.
Essa diferença ajuda a entender por que duas pessoas que passaram pelo mesmo término podem reagir de maneiras aparentemente opostas.
Enquanto uma pode precisar de isolamento e tempo para reorganizar a rotina, outra talvez já tenha elaborado parte da separação antes mesmo do anúncio público.
Estar com outra pessoa rapidamente significa que não existia amor?
A possível aproximação entre Juliano e Thainá também deu origem a comentários que colocaram em dúvida a intensidade ou a duração dos sentimentos presentes no relacionamento anterior.
Para a psiquiatra Jessica Martani, entretanto, não é possível estabelecer uma relação direta entre o intervalo até um novo envolvimento e a importância do vínculo que terminou.
"Conhecer alguém ou iniciar um novo vínculo pouco tempo depois de uma separação não é uma medida confiável do amor que existiu anteriormente.
Algumas pessoas enfrentam o término se recolhendo, outras intensificam a vida social, viajam, trabalham mais ou se permitem conhecer novas pessoas.
O comportamento externo pode transmitir uma impressão de superação que não necessariamente corresponde ao que está acontecendo emocionalmente.
Não conseguimos avaliar a elaboração de uma perda apenas pelo que alguém publica ou deixa de publicar", afirma.
A exposição nas redes acrescenta outra camada à questão.
Viagens, encontros, aparições públicas e momentos de aparente descontração podem passar a impressão de que alguém já seguiu em frente, mas essas imagens mostram apenas uma parte da experiência.
Da mesma forma, manifestações de tristeza não permitem concluir, isoladamente, como está o processo de elaboração de um término.
Um novo envolvimento pode ser uma forma de evitar o término?
Existe, sim, a possibilidade de uma nova relação funcionar como uma maneira de lidar com sentimentos desconfortáveis após uma separação.
É nesse contexto que aparece o chamado relacionamento rebote, expressão usada para descrever um envolvimento iniciado pouco depois do fim de outro vínculo e que, em determinadas situações, pode servir como tentativa de amenizar a solidão ou preencher um vazio emocional.
Isso não significa, porém, que qualquer pessoa que comece a se relacionar novamente em pouco tempo esteja tentando fugir do término.
A avaliação depende de fatores individuais, da história da relação anterior e da maneira como o novo vínculo é construído.
"Em alguns casos, buscar rapidamente outra pessoa pode funcionar como uma tentativa de preencher o vazio, evitar a solidão ou não entrar em contato com sentimentos dolorosos.
Mas isso não significa que todo relacionamento iniciado logo após uma separação seja um rebote.
O que importa é entender a função que esse novo vínculo ocupa na vida daquela pessoa", pondera.
Marina Sena e Juliano Floss levantam uma dúvida comum após términos: quanto tempo é preciso?
Reprodução Instagram
No caso de Marina e Juliano, só os dois sabem o que estão vivendo depois do fim do relacionamento.
Nas redes sociais, porém, viagens, aparições públicas e momentos de emoção rapidamente ganham interpretações sobre sentimentos que nem sempre estão à vista.
A verdade é que não existe um tempo certo para superar alguém.
Enquanto algumas pessoas precisam de distância para reorganizar a vida, outras retomam a rotina, saem, viajam ou até conhecem alguém novo.
Nenhuma dessas escolhas, isoladamente, conta toda a história de um término.