Quando Shakira chega ao RJ? Em finalização, palco vira ponto de encontro de fãs

 

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Copacabana Palace que se cuide. No trecho da orla carioca em frente ao histórico hotel, as tradicionais selfies com a fachada do suntuoso edifício ganharam um concorrente vistoso. Após quase um mês de uma incessante labuta sob o sol executada por cerca de quatro mil profissionais, termina de ser montada hoje a estrutura básica do palco onde Shakira fará o megashow no próximo sábado. É o maior palanque já erguido numa praia da cidade a fim de acolher uma apresentação musical. Sim, em peso, altura e largura, os números superam todas as medidas dos tablados em que performaram Madonna, em 2024, e Lady Gaga, no ano passado, no mesmíssimo local.

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— Está muito monumental, né? — espanta-se o servidor público Victor Madeira, de 68 anos, morador do bairro, enquanto caminha pelo calçadão e saca o celular para clicar o arcabouço na areia. — É uma impressionante obra de engenharia. Temos que aplaudir o trabalho dos operários.

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A rigor, o que define o caráter superlativo é o baita tamanho da cenografia, que será instalada, a partir de amanhã, pela equipe da colombiana. Segundo os organizadores, a intérprete de hits como “Hips don’t lie” e “Whenever, wherever” terá uma largura de cena de 1,5 mil metros quadrados, contra os 812 metros quadrados de Madonna e os 1,26 mil metros quadrados de Lady Gaga.

Aliás, Shakira pode aterrissar em solo tupiniquim “a qualquer momento a partir de segunda-feira”. Esse é o recado fornecido pelo entourage da cantora à produção do evento “Todo mundo no Rio”, como apurou o GLOBO. Se tudo ocorrer como o planejado, na quarta-feira devem ocorrer testes com os aparelhos sonoros e de iluminação. E, na sexta-feira, feriado do Dia do Trabalhador e véspera da apresentação, acontecerá uma passagem de som, à noite, com a presença da estrela, que ficará hospedada no Copacabana Palace, de onde sai um corredor suspenso que desemboca diretamente no palco.

Arrojo visual

A depender do que já se vê da casca metálica que reluz sob a batuta de técnicos, engenheiros e produtores, conclui-se que o bailado de Shakira será arrojado visualmente. “O público pode esperar um show super tecnológico”, adianta um dos profissionais envolvidos na operação de montagem, acompanhada de perto, ontem, por um “advanced” americano, como é chamado o profissional gringo que checa se cada peça no palco está nos trinques e exatamente no lugar combinado.

Montagem do palco do show da cantora Shakira na praia de Copacabana

Márcia Foletto

Com o o revestimento da cenografia — a partir de amanhã —, a estrutura chamará ainda mais atenção. No palco com boca de cena de 56 metros e altura de 26 metros, dois a mais do que foi despendido para Madonna e Lady Gaga, haverá 680 metros quadrados de painéis móveis de LED. E mais. Uma passarela com 25 metros de comprimento avançará sobre a plateia. Detalhe: dois elevadores escondidos devem catapultar bailarinos, a própria Shakira ou artistas que farão participações especiais (ainda em segredo) ao tablado.

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Ao longo da orla, 16 torres de som — com telões de 45 metros quadrados — exibirão imagens do show para a multidão, estimada em 2,5 milhões de pessoas pela organização do evento. Haja chão.

— O desafio maior é preparar uma estrutura de piso que dê conta de armar tudo na areia. É um trabalho que acaba sendo imperceptível. Está vendo aquela pedra embaixo do palco? Ela pesa 2,5 toneladas e tem a função de fazer contrapeso. Para colocá-la ali, houve um trabalho de “monta e desmonta” muito grande. No total, são cerca de 60 toneladas de lastro em pedras — detalha Léo Gontijo, coordenador de montagem do palco.

Invasão de turistas

Para fãs de Shakira, tudo isso, porém, é detalhe ínfimo diante da expectativa de assistir ao espetáculo de luzes, som e gingado no próximo sábado. Basta dar uma volta rápida no calçadão da Praia de Copacabana para comprovar que uma turma de turistas já está a postos à espera da apresentação. E a cidade se prepara para receber ainda mais gente. O Aeroporto Internacional do Galeão prevê uma circulação de 314 mil passageiros circulando na cidade a partir de quinta-feira, o que representa um crescimento de 14% sobre 2025 e de 46% em comparação com 2024.

— Não sou “fãzaço” de me matar pela Shakira. Já até fui num show dela na Argentina... Mas só de estar junto de todo mundo nessa experiência coletiva já vale a pena — diz o anestesiologista Hugo Alexandre, de 43 anos, que veio de Fortaleza para acompanhar o show.

Montagem do palco do show da cantora Shakira na praia de Copacabana. Na foto, Hugo Alexandre, anestesiologista de Fortaleza

Márcia Foletto/Agência O Globo

Está aí o principal argumento de quem defende que, faça chuva ou sol, haverá uma muvuca tão numerosa quanto a que se viu diante de Madonna e Lady Gaga.

— Tem gente reclamando só porque Shakira não é uma popstar americana — opina a autônoma Cynthia Silva, de Belém, no Pará, e que irá ao show com a filha de 8 anos. — Queria ver a Beyoncé? Queria, claro. Mas espero que ela venha no ano que vem. Isso não vai fazer com que eu desvalorize a Shakira, de quem também sou fã. E tem outra coisa: só de ser de graça para qualquer pessoa, imagina!, já está ótimo.