Quando a LG vai vender TV 3.0? Nós conversamos com a marca para descobrir
O avanço da TV 3.0 no Brasil desperta dúvidas entre os consumidores, principalmente sobre quando as primeiras Smart TVs compatíveis chegarão às lojas.
Para entender os planos da LG para o país, o Canaltech conversou com a fabricante.
📱 Veja as melhores promoções de Smart TVs no WhatsApp do CT Ofertas Segundo Diego Oliveira, gerente de Televisores da LG Brasil, a empresa ainda aguarda a definição do padrão definitivo da TV 3.0 antes de anunciar produtos compatíveis.
A fabricante afirma que o cenário regulatório ainda passa por mudanças e, por isso, considera prematuro divulgar cronogramas ou confirmar datas de lançamento.
-Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Oliveira também explicou que o Processo Produtivo Básico (PPB) para televisores com tela de cristal líquido ainda passa pela fase de publicação.
Sem essa etapa concluída, a LG prefere aguardar as definições técnicas e legais para desenvolver aparelhos compatíveis com o novo padrão brasileiro.
Apesar disso, a empresa destaca que suas Smart TVs atuais já contam com recursos considerados fundamentais para a TV 3.0, como inteligência artificial, conectividade e integração com diferentes plataformas.
A LG enviou ao Canaltech o seguinte posicionamento oficial: "No momento, a LG não possui modelos à venda no varejo compatíveis com a TV 3.0, uma vez que o padrão definitivo dessa nova tecnologia ainda está em fase de definição e implementação no Brasil.
Como a fase de publicação do Processo Produtivo Básico (PPB) de televisor com tela de cristal líquido segue em andamento, qualquer anúncio sobre cronogramas ou sobre a disponibilidade de modelos compatíveis neste momento seria prematuro.
No entanto, as Smart TVs da LG já são ricas em inteligência artificial, conectividade e capacidade de integração com plataformas, que são os pilares essenciais da TV 3.0." O que é a TV 3.0 A TV 3.0 inaugura a próxima geração da televisão aberta brasileira e substituirá gradualmente o atual padrão digital.
A principal proposta da tecnologia é unir a transmissão tradicional com a conexão à internet para oferecer uma experiência semelhante à dos serviços de streaming, mas sem abrir mão do sinal gratuito.
Na prática, o usuário continuará assistindo à programação aberta normalmente, sem precisar trocar a TV.
A conexão com a internet entra em cena apenas para liberar recursos adicionais, como participação em enquetes, escolha de diferentes ângulos de câmera durante eventos esportivos, compras diretamente pela televisão e outras funções interativas.
TV 3.0 promete revolucionar a transmissão de TV aberta no Brasil (Imagem: Erick Teixeira/Canaltech) O novo padrão também eleva a qualidade das transmissões, com suporte a resolução 4K, áudio mais imersivo e novos serviços integrados.
Entre eles está o envio de alertas automáticos da Defesa Civil para informar a população sobre enchentes, tempestades e outros eventos climáticos.
TV 3.0 ainda passa por ajustes antes da expansão nacional A posição da LG acompanha o momento vivido pela própria TV 3.0 no Brasil.
Embora as primeiras transmissões com o novo padrão já tenham começado, com 22 cidades recebendo o sinal já no lançamento da tecnologia, o governo federal ainda trabalha nos ajustes técnicos e regulatórios necessários antes de ampliar a tecnologia para todo o país.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que a TV 3.0 ainda passa por uma fase de adequações antes do lançamento oficial em escala nacional.
A declaração aconteceu durante a apresentação do balanço do programa Brasil Digital, realizada na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo o ministro, as dificuldades fazem parte do processo por se tratar de uma tecnologia inédita no Brasil.
Embora as primeiras transmissões tenham começado em 11 de junho, durante a Copa do Mundo, apenas moradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília têm acesso ao novo sinal.
Uma das principais críticas de quem já utiliza a tecnologia envolve o preço dos conversores.
Equipamentos vendidos por empresas como Aquário e Intelbras custam mais de R$ 600, o que ainda limita o acesso de parte da população.
Questionado sobre medidas para tornar esses dispositivos mais acessíveis, Frederico de Siqueira Filho não apresentou detalhes sobre um eventual programa do governo para reduzir os preços dos aparelhos.
Mesmo assim, o ministro acredita que a TV 3.0 pode prolongar a relevância da televisão aberta diante do crescimento de plataformas como YouTube e serviços de streaming.
Para isso, o governo aposta justamente nos recursos interativos incorporados ao novo padrão.
Além de assistir à programação ao vivo, os espectadores poderão escolher diferentes câmeras em transmissões esportivas, participar de enquetes e até realizar compras diretamente pela televisão.
A nova geração da TV aberta também oferece melhorias na qualidade de imagem e áudio, com suporte a conteúdo em 4K, além da integração de serviços públicos, como o envio de alertas da Defesa Civil diretamente para a tela do televisor.
Tecnologias semelhantes já existem em outros países.
Coreia do Sul e Estados Unidos, por exemplo, utilizam padrões de televisão aberta com recursos interativos e qualidade de imagem avançada há alguns anos.
