Qualidade de vida x patrimônio: como decidir entre vender ou não o imóvel
Marcelo d'Agosto responde a dúvida do ouvinte Juliano, de São José, na grande Florianópolis. Ele e a mulher moram em um apartamento próprio, mas muito distante de seu trabalho atual.
Ele pergunta se é prudente vender o apartamento, aplicar os recursos no mercado financeiro e alugar um imóvel mais perto do trabalho para aumentar a qualidade de vida.
Confira a resposta do especialista:
Marcelo sugere que Juliano e a mulher façam algumas contas antes de decidirem. A mais importante é simular por quanto poderiam vender o apartamento e calcular qual seria o ganho se investissem esse valor no mercado financeiro. Hoje, o rendimento de uma aplicação segura no Tesouro IPCA 2037 com juros semestrais, por exemplo, é de inflação mais 7% ao ano.
Nessa aplicação, o investidor recebe os juros a cada seis meses. Se os rendimentos forem suficientes para pagar o aluguel, há uma situação administrável. O risco é o valor dos imóveis subirem mais do que a inflação.
Outro cálculo é o quanto o casal economiza no transporte morando mais perto do trabalho, mas considerando que o custo de vida na nova região pode ser maior. Com esses dados financeiros em uma planilha de gastos, ambos podem avaliar a mudança de uma forma mais fria e racional e que vai facilitar a decisão.
