Quaest: Flávio Bolsonaro vê apoio entre independentes recuar, enquanto Lula perde espaço entre evangélicos no 1º turno

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Divulgada nesta segunda-feira, a nova pesquisa Quaest, contratada pelo jornal O GLOBO e a TV Globo, mostra como os principais candidatos na disputa eleitoral variaram em diferentes segmentos da sociedade. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) viu seu apoio entre eleitores independentes recuar, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu folêgo entre o eleitorado evangélico, no qual já tinha desvantagem. Quaest: pesquisa mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno Leia mais: Lula lidera pesquisa Quaest no 1º turno com 36%, contra 29% de Flávio; Cury marca 8% No recorte por gênero, Lula ultrapassa numericamente o senador fluminense entre os homens, marcando 35% contra 33%, o que caracteriza um empate técnico, dentro da margem de erro. Entre mulheres, o cenário mostra uma oscilação negativa do petista, enquanto Flávio varia positivamente. Ambas as movimentações se dão dentro da margem de erro.

O petista também superou Flávio Bolsonaro numericamente no segmento que reúne a porção mais jovem do eleitorado, com idades entre 16 e 34 anos (32% a 30%). Apesar da mudança, ambos ainda estão empatados tecnicamente.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, viu o apoio reduzir entre aqueles com apenas o ensino fundamental, indo de 26% das intenções de voto para 23%. O senador, por outro lado, ampliou vantagem sobre Lula entre a porção do eleitorado com o ensino médio completo. No dia 2 de setembro, ele tinha 31% contra 34% do petista. Agora, Flávio marca 33%, e Lula, 29%. No grupo que reúne aqueles com ensino superior, os dois encontram-se empatados tecnicamente.

Entre católicos, o cenário é de estabilidade na disputa, com Lula marcando 41% e Flávio Bolsonaro, 26%. Há maior variação entre evangélicos. Nesse segmento, o senador fluminense variou positivamente dentro da margem de erro, indo de 38% para 42%. Já Lula viu o seu apoio se reduzir numericamente, no limite da margem de erro. Em 2 de setembro, o petista tinha 27% do apoio do segmento, e, agora, tem 22%.

Tanto entre eleitores que se declararam lulistas quanto aqueles que se descreveram como bolsonaristas o apoio ao candidato segue estável, com variações dentro da margem de erro. Na direita não bolsonarista, o apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro recuou um ponto para 68%. Entre independentes, o apoio a Flávio passou de 11% para 9%, enquanto o de Lula variou positivamente dentro da margem de erro, tade 23% para 24%.

Cury tambérecua entre independentes Já Augusto Cury, que viu suas intenções de voto variarem negativamente de 10% para 8% em relação à pesquisa do dia 2 de setembro, registra redução de apoio, ainda que numérica, em diferentes segmentos. Um dos principais recortes no qual o escritor perdeu apoio foi no segmento dos independentes. No dia 2 de setembro, Cury tinha 24% das intenções de voto nesse grupo, número que passou para 17%, um recuo de cinco pontos percentuais. Nesse segmento, a margem de erro é de quatro pontos para mais ou menos. No recorte por gênero, Cury viu seu apoio entre homens recuar de 11% para 8%. Entre mulheres, ele segue estável, em 9%.

Outro segmento em que Cury apresentou variação negativa foi entre os eleitores com ensino médio completo. Se em 2 de setembro, o escritor registrava 13% de apoio nesse segmento, agora, ele aparece com 10%. Ele também variou negativamente entre aqueles com ensino superior, reduzindo de 15% para 11% as intenções de voto nesse grupo.

Já na divisão por faixa etária, o escritor variou negativamente entre os mais jovens, com idades entre 16 e 34 anos, assim como no agrupamento seguinte, que reúne o eleitorado entre 35 e 59 anos. Em ambos os casos a variação se deu dentro da margem de erro, indo de 14% para 11% e de 10% para 9%, respectivamente.

A Quaest, contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, realizou 2.004 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 03 e 06 de setembro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01720/2026.

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