PVC lamenta morte de Oscar Schmidt: 'é um mito extraordinário que nos deixa'
A morte de Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, provocou comoção no esporte brasileiro e também abriu espaço para uma reflexão sobre o tamanho do legado deixado por um dos maiores nomes da história do basquete mundial.
Durante o Ponto Final CBN, o comentarista Paulo Vinícius Coelho destacou que a trajetória de Oscar vai além dos números impressionantes ou dos feitos dentro de quadra. Para ele, o 'Mão Santa' representa uma geração que ajudou a construir a cultura do basquete no Brasil — e que, hoje, corre o risco de ser esquecida.
Na análise, PVC chama atenção para a importância de resgatar essa memória. “A gente precisa recuperar essa história”, disse, ao lembrar que o Brasil já foi bicampeão mundial no masculino e campeão mundial no feminino — um passado que ajuda a dimensionar o impacto de nomes como Oscar.
Primeiro encontro
Ao longo da conversa, o comentarista também trouxe uma lembrança pessoal que ajuda a traduzir a dimensão humana do ídolo. Ainda adolescente, com cerca de 12 anos, ele teve a chance de ver de perto a seleção brasileira treinando — e, entre os jogadores, estava Oscar Schmidt.
PVC recorda o momento como um daqueles encontros que marcam uma vida inteira. Ao se aproximar para pedir um autógrafo, encontrou não apenas um atleta consagrado, mas alguém acessível, atento e generoso com quem estava começando. “Foi quando eu conheci o Oscar”, contou, ao relembrar a cena simples, mas simbólica, de um jovem torcedor diante de um dos maiores nomes do esporte.
Legado
A lembrança reforça, na avaliação dele, uma característica marcante daquela geração: a relação próxima com o público e o cuidado com a formação de novos atletas. Mais do que ídolos distantes, eram referências presentes, que ajudavam a alimentar o sonho de quem vinha depois.
Mais do que um recordista ou referência técnica, Oscar Schmidt aparece, na análise, como símbolo de uma mentalidade: disciplina, dedicação e amor ao esporte. Um legado que, segundo PVC, precisa ser mantido vivo não apenas na memória, mas também na forma como o basquete brasileiro se projeta para o futuro.
“A última grande ação do Oscar hoje pelo basquete é fazer a gente falar do grande basquete brasileiro”, resumiu.
