Putin se oferece para ser mediador diante de protestos no Irã e pressão dos EUA

 

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se ofereceu para atuar como mediador para diminuir as tensões crescentes no Oriente Médio por causa dos protestos no Irã e as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às autoridades de Teerã após a morte de manifestantes.

Segundo o governo russo, Putin conversou hoje com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e pediu uma rápida redução das tensões no país.

Putin também conversou com o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e apresentou ideias para reforçar a estabilidade no Oriente Médio e expressou sua disposição em "continuar seus esforços de mediação e promover um diálogo construtivo com a participação de todos os Estados interessados".

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu ontem para falar sobre a questão. O embaixador americano na ONU disse que o presidente Donald Trump deixou claro que todas as opções estão sobre a mesa para pôr fim ao massacre e que ele é um homem de ação. Washington afirma que o regime dos aiatolás está mais fraco do que nunca e que está divulgando mentiras por causa da força do povo iraniano nas ruas

O vice-embaixador do Irã na ONU afirmou que Teerã não busca escalada nem confronto. Ele também acusou os americanos de espalharem desinformação e alertou que qualquer ato de agressão, direto ou indireto, será enfrentado com uma resposta decisiva.

O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, está em Teerã e relatou à CBN como está a rotina por lá.

O último balanço das mortes no Irã, divulgado por uma ONG que monitora a situação no país, apontava que mais de 3,4 mil pessoas morreram desde o começo dos protestos, no fim do ano passado.

Boa parte do Irã segue sem internet.