Putin e Xi Jinping condenam ataques 'traiçoeiros' dos EUA e pedem fim da guerra no Irã

 

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O presidente chinês, Xi Jinping, recebeu o presidente russo, Vladimir Putin, em Pequim nesta quarta-feira (20), e os dois líderes divulgaram uma declaração conjunta instando ao fim da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã como uma questão de 'extrema urgência'.

Os dois países concordaram que os ataques dos EUA e de Israel 'violam o direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, além de prejudicarem seriamente a estabilidade no Oriente Médio'.

A declaração enfatizou 'a necessidade de um retorno, o mais breve possível, das partes em conflito ao diálogo e às negociações com o objetivo de impedir a propagação da zona de conflito e instou a comunidade internacional a manter uma posição objetiva e imparcial, a auxiliar na desescalada e a defender em conjunto as normas fundamentais das relações internacionais'.

Os dois líderes também condenaram o que chamaram de 'ataques militares traiçoeiros contra outros países, o uso hipócrita de negociações como pretexto para preparar tais ataques, o assassinato de líderes de estados soberanos, a desestabilização da situação política interna nesses estados e a provocação de mudança de regime, além do sequestro descarado de líderes nacionais para julgamento'.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a posição do presidente chinês, Xi Jinping, sobre o Irã como 'muito interessante'.

Ao ser questionado por repórteres a bordo do avião Air Force One, Trump comentou que ele foi 'categórico ao afirmar que o Irã não deve ter armas nucleares e que abram o Estreito de Ormuz'.

'Mas, como ele disse com um sorriso: Eles fecharam o Estreito, vocês os fecharam', completou.

Em uma entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que sua paciência com o Irã estava se esgotando, após a conversa com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre a guerra entre os EUA e iranianos.

'Eles deveriam chegar a um acordo', acrescentou o magnata, se referindo às divergências entre as várias potências iranianas.

Sobre a questão dos estoques secretos de urânio enriquecido do Irã, Trump minimizou o assunto.

'Eu me sentiria melhor se os obtivesse. Mas acho que é mais uma questão de relações públicas do que qualquer outra coisa', completou ele.

EUA e Israel queriam ex-presidente Ahmadinejad como novo líder do regime do Irã, diz jornal

O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad discursa para a imprensa em uma coletiva.

ATTA KENARE / AFP

Os governos dos Estados Unidos e de Israel buscaram fazer uma articulação para conseguir colocar o ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad como líder do país para uma mudança de regime. As informações são do jornal The New York Times.

A casa de Ahmadinejad foi atacada logo ao início da guerra e houve até notícias falsas de que ele estaria morto. No entanto, esse ataque, visava o retirar da prisão domiciliar.

Após a morte do líder supremo, Ali Khamenei, EUA e Israel tentaram fomentar uma mudança de regime de alguém 'a partir de dentro do Irã'.

O ex-presidente iraniano, que liderou o país entre 2005 e 2013, teria sido contactado, porém não há informações se ele tentou seguir adiante com o plano. O curioso é que, enquanto foi presidente, era conhecido por posições contra os Estados Unidos e anti-israelitas.

Só que, desde que foi ferido nesse bombardeio a sua casa, Ahmadinejad não fez mais aparições públicas. O New York Times destaca que ele teria ficado desiludido com a proposta.