'Pude ver meu osso': Menino de 12 anos é salvo pelo irmão após ser mordido por tubarão nas Bahamas

Fonte: Bandeira



As férias de uma família americana nas Bahamas foram interrompidas de maneira abrupta quando um incidente quase se transformou em tragédia. Durante um passeio por um arquipélogo, cercado por águas claras, um menino foi surpreendido por um dos habitantes locais. Parker Roll, de 12 anos, foi mordido por um tubarão na perna direita enquanto nadava. Por sorte, ele estava acompanhado de seu irmão mais velho, Jack, de 16 anos, que agiu rápido e de forma improvisada nos primeiros-socorros.

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O incidente ocorreu durante um passeio, na última terça-feira (23), pelas Exuma Cays, arquipélago conhecido pelas águas cristalinas, praias isoladas e atividades de turismo marítimo. A família visitava diferentes ilhas da região, incluindo locais famosos por permitir que turistas nadem com porcos, alimentem iguanas e interajam com tubarões-lixa. O incidente aconteceu próximo à ilha de Staniel Cay, a cerca de 60 milhas da costa, em uma área remota.

Segundo Parker contou em entrevista ao Click2Houston, ele avistou o que primeiro parecia ser uma pedra. Foi Jack quem percebeu ser um tubarão de aproximadamente 2,5 a 3 metros de comprimento e, inicialmente, acreditou que se tratava de um tubarão-enfermeiro (outro nome dado ao tubarão-lixa). Pouco depois, porém, o animal foi na direção de Parker, mordendo sua perna e seu pé. A família acredita que o responsável tenha sido um tubarão-de-recife ou um tubarão-limão, embora as autoridades das Bahamas não tenham confirmado oficialmente a espécie.

Nesse momento, Parker nadava com o irmão. Eles estavam próximos, em uma espécie de canal com manguezais. Jack se deu conta de que se tratava de um tubarão quando ouviu um grito do irmão e eu virar na direção de Parker, viu a água ficar turva com o sangue da ferida.

— Olhei para baixo e pude ver meu osso — lembrou Parker. — Foi como uma faca esfaqueando várias vezes, depois girando.

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Anestesiado pela adrenalina, Parker conseguiu nadar para a praia mais próxima com a ajuda de Jack. A rápida reação do adolescente foi decisiva para salvar a vida do menino: ele retirou Parker da água, improvisou um torniquete com a roupa do irmão para conter a hemorragia e alertou as pessoas que estavam na embarcação sobre o ataque. Médicos afirmaram posteriormente que a ação evitou que o garoto morresse por perda de sangue.

Após retirar o irmão da água, Jack usou a roupa de banho de Parker para improvisar um torniquete enquanto a tripulação levava a embarcação de volta à costa. Como o grupo estava em uma região sem sinal de celular ou rádio, o resgate só pôde ser acionado cerca de 45 minutos depois, quando recuperaram comunicação. Uma ambulância aguardava a chegada da família ao píer, contaram ao Click2Houston.

Parker foi levado ao hospital, onde passou por atendimento para tratar os graves ferimentos. Segundo a família, ele recebeu cerca de mil pontos e, por enquanto, ainda não consegue andar sem ajuda. Apesar da gravidade das mordidas, os médicos afirmaram que a expectativa é de recuperação completa.

A família também fez questão de destacar a atuação de Jack, atribuindo ao adolescente o fato de o menino ter sobrevivido.

— Estávamos a 60 milhas da costa, nossos celulares não funcionam e estamos em uma ilha sem ninguém ao nosso redor — disse Jack ao Click2Houston. — Ou ajudamos ele, ou ninguém pode realmente ajudá-lo.