Internamente, o PT já espera uma queda na intenção de voto ao presidente Lula na pesquisa DataFolha que será divulgada nesta quinta-feira (08). O alerta já foi emitido aos comitês de campanha, que desde segunda-feira (05) estão orientando os aliados para não serem pegos de surpresa e não desmobilizarem. Eles esperam que as próximas pesquisas apontem indicadores melhores. Polícia Civil investiga mensagens com ameaças e ataques racistas à deputada eleita Ana Elisa (PT) Campanha de Paes ainda pode recorrer na disputa para o governo do Estado do Rio? Entenda Enquanto isso, Lula mostra a cara nas redes sociais. Em mais um tema polêmico, o presidente disse que o corte de R$ 200 bilhões no orçamento prometido por Flávio Bolsonaro será cortado do sangue do povo. "Meu adversário dizendo que vai cortar R$ 200 bilhões do orçamento. Quando eles falam em cortar R$ 200 bilhões, você sabe no que eles vão cortar? Eles vão cortar no Pé de Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa Minha Vida, no Merenda Escolar, no Gás do Povo. Não vão dar aumento de salário mínimo para os trabalhadores acima da inflação e não vão dar aumento de salário mínimo para os aposentados. É isso que eles vão cortar, porque toda vez que alguém da elite fala que vai cortar, ele corta do povo, corta do sangue do povo e não corta do rico. Nós fizemos ao contrário", disse. Em outra publicação, em homenagem ao dia do nordestino, Lula lembrou que é da região e disse que, quando chegou à Presidência, em 2003, o Nordeste era esquecido pelo poder público. A fome e a seca faziam parte da realidade de milhões de famílias e que agora a região avançou muito ao dizer querer mais oportunidade ao povo. Mudanças na campanha no 2° turno Em outra frente, depois da "lavação de roupa suja", Lula alterou a coordenação nacional de sua campanha para o segundo turno. O senador cearense Camilo Santana será o coordenador político; o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, vai comandar a comunicação e o senador eleito pela Bahia, Rui Costa, assume a agenda. Já estava certo que ele entraria na campanha no segundo turno. O objetivo é tentar reverter a vantagem do candidato adversário, Flávio, e recuperar os votos sobretudo na região Nordeste, onde o presidente teve um desempenho inferior ao de 2022. O grupo vai atuar em conjunto com o coordenador-geral, Edinho Silva. Na quarta-feira, após reunião no Palácio da Alvorada, que terminou por volta de meia-noite, Edinho disse que irão ampliar a coordenação de campanha em todos os estados, fechar um calendário de mobilizações, e mobilizar aliados para virar votos e motivar eleitores que não foram às urnas no primeiro turno. "Vamos ampliar a coordenação da campanha em todos os estados. Vamos conversar com quem votou do outro lado, com quem votou em outros candidatos. Vamos construir um calendário de mobilização no Brasil inteiro e vamos convencer quem não votou a vir votar quem quer o melhor para o Brasil. É isso. Saindo aqui do Palácio da Alvorada, fechamos essas prioridades com o presidente Lula e vamos agora trabalhar, trabalhar muito em todos os estados brasileiros", falou. A mudança acontece em meio a cobranças internas. Nesta quarta-feira, em uma reunião com deputados e senadores eleitos, Lula afirmou que a equipe trabalhou abaixo do esperado e disse que esta foi a campanha menos organizada da qual participou desde 1989. Presidente Lula durante campanha Cristiano Mariz/Agência O Globo Dentre os nomes que participaram do encontro estratégico, estava a deputada federal eleita pelo PT de Minas Gerais, Ana Elisa, de apenas 21 anos. Ela que fez uma campanha voltada às redes sociais afirmou que o único lugar que a esquerda perdeu foi nas redes.
Ana Elisa, que desde ontem diz ser alvo de um ataque coordenado e mais ameaças, nesta quinta, reforçou que é preciso focar no perigo ao Brasil caso Flávio, que segundo ela, é envolvido com as fraudes do Banco Master e as milícias, vença. A deputada disse ser preciso virar os votos das terceira via. "O que os eleitores do presidente Lula vão fazer neste momento, eu acho que um dever quase moral, nós todos estamos entendendo que nesse momento o mais importante é nós virarmos os votos da terceira via, explicarmos para as pessoas que votaram na terceira via o que significa ter Flávio Bolsonaro presidente da República. Então, isso tem sido quase que um comum acordo e orgânico mesmo. As pessoas têm procurado, a prova disso é que em 24 horas o Janunes encheu um grupo com mais de um milhão de pessoas", disse. O presidente Lula segue reunido no Palácio da Alvorada com o novo coordenador Rafael Fonteles e o ministro da Secretaria de Comunicação Sidônio Palmeira. O ministro da Fazenda Dario Durigan também já passou por aqui. Os ministros estão se dividindo por várias regiões do país.
CBN